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história
Jogadores

Pinga: o antecessor do CR7

2011/11/22 11:09
Texto por João Pedro Silveira
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O madeirense Pinga, interior esquerdo do FC Porto de 1930/31 a Julho de 1946, tinha reunidas em si todas as características dos maiores jogadores de futebol: atacava e defendia com igual eficácia, era senhor de um fantástico domínio de bola, exímio na finta e era portador de um remate fortíssimo.

 
Quando em Julho de 46, teve a sua festa de despedida, o Estádio do Lima foi um mar de lágrimas com um delirante estrugido de palmas num jogo do FC Porto com uma selecção dos melhores de Portugal: Azevedo, Cardoso e Feliciano; Amaro, Francisco Ferreira, Serafim; Espírito Santo, Alberto Gomes, Peyroteo, José Pedro e João Cruz.
Sporting, Benfica, Belenenses e Académica disponibilizaram os melhores jogadores para a justa homenagem a Pinga
 
Internacional aos 21 anos, num jogo contra o seleccionado de Espanha, logo aí imprensa espanhola fez eco da promessa portuguesa, desfazendo-se em elogios pela sua brilhante actuação.
 
Em 31/32 o Porto foi campeão de Portugal. Nas meias-finais, num vibrante FC Porto 3x0 Benfica, o cronista da então revista de referência «Stadium» escreveu: «Agrada registar, como exemplo e motivo de louvor, a forma de Pinga actuar. É o homem que nunca pára. Que está na defesa e sempre no ataque. Que dribla, intercepta e passa... Nunca cometendo violências. Pinga representa o jogador completo: à mestria da técnica, alia a maneira mais elegante de jogar.»
As crónicas da época fazem referência ao árbitro espanhol, Ramon Melcon, que após dirigir a finalíssima Porto 2-1 Belenenses, confessou estar maravilhado com a actuação de Pinga.
 
Apontou nove golos nas suas 23 internacionalizações. Foi o melhor marcador da Primeira Divisão em 1935/36, com 26 golos.
 
Após abandonar a carreira devido a uma lesão no menisco, tornou-se treinador do Tirsense da 3ª Divisão e espantou Portugal ao eliminar o Sporting dos cinco violinos com um 2x1 na 1ª eliminatória da Taça de Portugal
Continuou a carreira sem grande sucesso na Sanjoanense e no Gouveia, para depois regressar ao seu Porto como adjunto e treinador das equipas jovens. 
 
Faleceu em 1963, deixando um legado tanto no seu FC Porto como na Madeira, os seus dois amores.
Pedroto nunca escondeu a admiração pelo avançado portista, e a Pérola do Atlântico nunca esqueceu o seu filho, dando-lhe o nome a uma rua do Funchal.
 
Pode dizer-se que Artur Soares Pinga foi o maior futebolista madeirense de todos os tempos, até que surgiu um menino chamado Cristiano Ronaldo...
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