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Jogadores

Pelé: o Rei

2012/10/20 18:07
Texto por João Pedro Silveira
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Quatro letras, um mito

São poucos os homens na história do planeta a quem se recorda o nome de batismo completo. Edson Arantes do Nascimento, universalmente conhecido como Pelé, é um dos privilegiados com esse direito.
Pelé, como ele gosta de ser chamado, e como o mundo gosta de o tratar, nasceu em Três Corações, no interior do Estado de São Paulo, Brasil, corria o ano de 1940.
Como algumas das grandes figuras da história, ou da mitologia, de Pelé não se sabe exatamente o dia do seu nascimento, dividindo-se a teoria entre os dias 21 e 23 de Outubro. 
Os pais queriam chamaram-lhe de Edison em homenagem ao grande inventor Thomas Edison (1), contudo o nome acabaria abrasileirado para Edson, apesar de alguns documentos da época apresentarem no nome com «i».
Já no ventre de sua mãe, tinha a fama de um pontapé potente. Em pequeno, começou a brilhar nas peladas de rua, jogando descalço com as outras crianças, chutando uma laranja, ou uma meia cheia de jornais. 
Começou a jogar num clubezinho da rua chamado 7 de Setembro, seguiram-se clubes de bairro, até ao dia em que conduzido por seu pai, dondinho, ex-jogador de futebol, foi prestar provas ao Bauru Atlético Clube.
Aí, o olho de lince de Waldemar de Brito, internacional brasileiro que jogara no mundial de Itália em 1934, rendeu-se logo ao jeito e ao génio daquele pequeno negrinho que dominava a bola com os pés de uma forma  que muitos não conseguiam fazer com as mãos. 
São poucos os homens na história do planeta a quem se recorda o nome de batismo completo. Edson Arantes do Nascimento, universalmente conhecido como Pelé, é um dos privilegiados com esse direito. A história de Pelé é mítica, e a sua carreira fala por si. Mais de mil golos, três títulos de campeão mundial, o último dos quais conquistado apenas com 29 anos. Aos títulos e muitos títulos com o , seguiu-se o sucesso em terras do Tio Sam, ao serviço do New York Cosmos. 

No auge da sua fama, tornou-se um ícone mundial, talvez o habitante mais famoso do planeta, estrela de cinema, omnipresente nos jornais e revistas, desportivas e não só, Edson Arantes do Nascimento, Pelé, um rei, um deus, quiçá o mais completo e genial jogador da história do futebol.

Primeiros anos

Pelé, como ele gosta de ser chamado, e como o mundo gosta de o tratar, nasceu em Três Corações, no Estado de Minas Gerais, Brasil, corria o ano de 1940.
 
Como algumas das grandes figuras da história, ou da mitologia, de Pelé não se sabe exatamente o dia do seu nascimento, dividindo-se a teoria entre os dias 21 e 23 de Outubro. 
 
Os pais queriam chamaram-lhe de Edison em homenagem ao grande inventor Thomas Edison (1), contudo o nome acabaria abrasileirado para Edson, apesar de alguns documentos da época apresentarem no nome com «i».
 
Já no ventre de sua mãe, tinha a fama de um pontapé potente. Em pequeno, começou a brilhar nas peladas de rua, jogando descalço com as outras crianças, chutando uma laranja, ou uma meia cheia de jornais. 
 
Ainda em pequeno, Pelé trocaria os bancos da escola pelos campos de futebol, para tristeza de sua mãe, que não queria que ele repetisse os passos do pai.
 
Foi pelos cinco anos que passou a ficar conhecido como Pelé. Reza a história que acompanhava o seu pai, Dondinho, aos treinos de futebol. E que ficava sempre atrás da baliza onde defendia o guarda-redes Bilé. 
 
Incapaz de pronunciar o nome do goleiro, quando jogava futebol com o seu pai, trocava inadvertidamente o «b» pelo «p» e sempre que defendia um remate do progenitor, gritava: «Defende Pelé!» - o nome ficou, se bem que o pequeno Edson aceitasse a nova alcunha contrariado e a muito custo....
 
Começou a jogar num clubezinho da rua chamado 7 de Setembro, seguiram-se clubes de bairro, até ao dia em que conduzido por seu pai, foi prestar provas ao Bauru Atlético Clube. Começava a nascer um mito.
 
Paragem em Bauru, antes do salto para
 
Aí, o olho de lince de Waldemar de Brito, internacional brasileiro que jogara no mundial de Itália em 1934, rendeu-se logo ao jeito e ao génio daquele pequeno negrinho que dominava a bola com os pés de uma forma  que muitos não conseguiam fazer com as mãos. 
 
Em Bauru tornou-se uma das referências da equipa, que surpreendeu tudo e todos, batendo o São Paulo com um impensável 21-0, graças aos golos e assistências de Pelé, o Bauru tornava-se um caso sério nos campeonatos do Estado de São Paulo.
 
Com apenas 16 anos deu o salto para o , e dois meses depois de chegar à cidade mais portuguesa do Brasil, já era titular da primeira equipa do «Peixe». Iniciando uma ligação ao que poucos sonhariam durar tanto tempo (2) e ser tão profícua em resultados (3).
 
Pelé marcou mais de mil golos, segundo certas contagens, e alguns dos seus golos ficaram na história pela beleza e génio da execução.
 
Dez meses depois, já vestia a camisola da seleção, tornando-se o mais jovem jogador de sempre a vestir a mítica camisola brasileira. A história começou no dia 7 de julho de 1957, em pleno Maracanã e logo contra a  rival Argentina.
 
Quando Sílvio Pirilo o lançou no jogo ao intervalo, o Brasil perdia por 0x1, e se calhar poucos imaginavam o que aquele rapazinho significaria para história da seleção brasileira.
 
Aos 77 minutos, Pelé marcou o seu primeiro golo pelo Brasil, empatando a partida e começando uma longa história de golos ao serviço do escrete. Esse golo valeu-lhe também ser o jogador mais jovem de sempre a marcar um golo num jogo internacional, contava apenas 16 anos e nove meses. Foi o primeiro de 77 golos, que apontaria ao longo de 92 jogos.
 
Em Bauru tornou-se uma das referências da equipa, que surpreendeu tudo e todos, batendo o São Paulo com um impensável 21-0, graças aos golos e assistências de Pelé, o Bauru tornava-se um caso sério nos campeonatos do Estado de São Paulo.
Com apenas 16 anos deu o salto para o , e dois meses depois de chegar à cidade mais portuguesa do Brasil, já era titular da primeira equipa do «Peixe».
Dez meses depois já vestia a camisola da seleção, no dia 7 de julho de 1957, em pleno Maracanã e contra a Argentina, quando Sylvio Perillo o lançou no jogo ao intervalo, perdia o Brasil por 0x1. Aos 77 minutos, Pelé marcou o seu primeiro golo pelo Brasil, empatando a partida e começando uma longa história de golos ao serviço do escrete.
À conquista do mundo

Um ano depois, apesar de uma lesão no joelho, foi convocado para o mundial da Suécia 1958, ficando de fora nos dois primeiros jogos. Só entrou para jogar no terceiro jogo, contra a União soviética. O Brasil vencera por 2x0 e Pelé fizera a assistência para o segundo golo, autoria de Vavá.
 
Ao lado de Garrincha, Vavá e Zito, Pelé tornou-se titular e não saiu mais do onze até ao final da prova. Nos quartos, o Brasil sofreu para bater o ultra defensivo País de Gales por 1x0, golo de Pelé, o primeiro num Campeonato do Mundo. O pequeno «negrinho» começava a tornar-se indespensável na equipa brasileira.
 
Dias depois, contra a França, nas meias-finais, naquela que era a final antecipada, o Brasil venceu por 5x2, graças a um hattrick de Pelé. A 29 de junho, no Estádio Rasunda em Estocolmo, na grande final, defrontando a anfitriã, o Brasil tinha um encontro marcado com a história, e a possibilidade de esquecer 28 anos de desilusões.
 
Pelé e a Taça Jules Rimet, uma relação de intimidade como não há igual na história do futebol.
 
Garrincha, Pelé, Vavá, Djalma , Bellini, Didi, Mário Zagallo, Zito, uma equipa de sonho não perdeu a sua oportunidade e apesar do golo inaugural dos suecos, os brasileiros deram a volta e o escrete venceu por 5x2,  com dois golos de Pelé, o último dos quais, o quinto, uma verdadeira obra-prima que ficou para a história do futebol. 
 
Glória no «Peixe»

O seu primeiro grande troféu ao serviço do foi o campeonato Paulista de 1958. Em 1959 ganhou a Copa Rio-São Paulo e um ano depois, voltou a saborear a conquista do Paulista. A conquista de troféus tornava-se um hábito.

Em 1962 o conquistou a sua primeira Taça Libertadores, e no fim do ano defrontou o Benfica na conquista da Taça Intercontinental. Na 1ª mão na Vila Belmiro, os santistas venceram os portugueses por 3x2. Mas na 2ª mão, em Lisboa, Pelé, com uma exibição de sonho, liderou o para uma goleada de 2x5, que espantou a Europa e o Mundo e deixou o campeão europeu rendido a supremacia brasileira.
 
Com o amigo e colega de seleção Garrincha, durante um Botafogo x , um confronto entre o campeão carioca e o campeão paulista.
 
Seguiu-se uma tournée pela Europa, que deixou os europeus de queixo caído, e os grandes clubes do continente a tentarem a sua contratação. Talvez por isso, e assustado com a repercussão da fama de Pelé no estrangeiro, e do estatuto e significado que tinha para o povo brasileiro, já um ano antes, o Presidente Brasileiro Janio Quadros, resolvera considerar Pelé um tesouro nacional, impedindo assim o Rei de sair do país e assinar por um clube estrangeiro.
Na época seguinte, o bateu o Botafogo na final da Libertadores e voltou a conquistar a Taça Intercontinental, confirmando então, para quem tinha dúvidas, que era claramente a melhor equipa do mundo.

Além da glória internacional, o sagrava-se pentacampeão brasileiro (entre 1961 e 1965), enquanto no Campeonato Paulista, conquistava nove títulos entre 1958 e 1969, num domínio sem igual na história do futebol brasileiro.

A 19 de novembro de 1969, deu mais um passo para a imortalidade, apontando o golo mil, em pleno estádio do Maracanã, na marcação de uma grande penalidade contra o Vasco da Gama. Oito anos antes, no mesmo estádio, contra o Fluminense, tinha marcado o golo mais famoso de sempre, o «Golo de Placa», um golo tão fabuloso que merecia a honra de uma placa a destaca-lo. 

Tricampeão do mundo

Além do domínio do no futebol brasileiro, Pelé também foi fundamental no domínio brasileiro no futebol mundial. Entre 1958 e 1970, o Brasil conquistou três campeonatos do mundo, em quatro possíveis, falhando apenas o mundial de 1966, onde um Pelé lesionado e muito castigado, foi incapaz de ajudar o Brasil a superar Portugal e a Hungria, e a canarinha caíu com estrondo na primeira fase do mundial, pela última vez na sua história.

Quatro anos antes, no Chile, Pelé também se encontrava lesionado, e o mundial de 1962 foi o grande palco do futebol de outro enorme génio do futebol brasileiro: Garrincha.

Mas 1970, recuperado e em grande forma, Pelé conduziu aquela que ficou conhecida como a melhor seleção de sempre ao tricampeonato mundial, depois de bater a Itália por 4x1 no jogo decisivo, no Estádio Asteca na Cidade do México.

Estrela americana

A 2 de outubro  de 1974 fez o último jogo

Fotografias(16)
Algumas das conquistas e memórias de Pelé no Santos
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