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história
Jogadores

Mário Zagallo: o Velho Lobo

2012/08/07 16:33
Texto por João Pedro Silveira
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A formiguinha

Atuando como médio ala esquerdo, primeiro no América do Rio de Janeiro e depois no Flamengo, conquistou a fama de «formiguinha», pela forma incansável como trabalhava. Pelas conquistas e coerência das exibições no «Fla» foi sem surpresa que foi convocado para a seleção brasileira que ia disputar o mundial de 1958, na distante e fria Suécia...

No mundial que revelou Pelé ao mundo, o flanco esquerdo do escrete era «todo» seu. Construía jogo, descia vertiginosamente para o ataque, como rapidamente recuperava para a defender, ou substituía o lateral, sendo fundamental na caminhada brasileira para o seu primeiro título mundial, desde o primeiro jogo até ao 5x2 sobre a Suécia na grande final no Estádio Rasunda, onde apontou um golo - o 4x1 - que selou o destino da partida.
 
O ano em que conquistou o mundo, foi também o mesmo em que se mudou para o Botafogo, para brilhar ao lado Garrincha, Didi e Nilton , no período aureo da história do clube da General Severiano.
 
Continuaria brilhando nos alvinegros, conquistando mais dois Campeonatos Cariocas, que se juntavam aos três já conquistados ao serviço do «Mengão», conquistaria ainda mais dois Torneios Rio-São Paulo, no tempo dos grandes duelos entre o Botafogo de Garrincha e o de Pelé. 
 
Ao lado dos companheiros, voltou a ser convocado para o mundial seguinte (1962), desta vez no Chile. As suas exibições voltaram a encantar, relegando Pepe, que fazia o mesmo papel no , para uma ingrata presença no banco.
 
Se quatro anos antes marcara o golo que selara a final, agora na estreia em Viña del Mar, apontou o primeiro golo da «canarinha» no jogo com o México, que os brasileiros venceram por 2x0.
 
Com o número «21» nas costas, não marcou, mas ajudou no empate com os checoslovacos e na vitória suada sobre os espanhóis (2x1) que carimbaram a passagem à segunda fase onde o Brasil deixaria pelo caminho os ingleses e os anfitriões. Na final ficou em branco, mas o Brasil tornou-se bicampeão, batendo novamente a Checoslováquia, desta feita por 3x1, e igualando o número de campeonatos ganhos por uruguaios e italianos.
 
Depois da dupla coroa mundial, ainda jogou nos alvinegros até 1965, ano em que definitivamente pendurou as botas, mas não deixou o futebol, preparando o caminho para se tornar num dos treinadores mais bem sucedidos da história. 
 
O «Velho Lobo»
 
Enquanto o Brasil dececionava e caía logo eliminado na primeira fase no Campeonato do Mundo de Inglaterra (1966), Zagallo comandava o Botafogo, iniciando assim a carreira de treinador. Entre 1967 e 1968 sentou-se no banco do escrete, onde regressaria em 1970, para levar a canarinha rumo ao «tri».
 
O Brasil de 1970 era uma máquina demolidora de futebol. Com Pelé em grande forma, Carlos Alberto como capitão e grande líder, e com um meio-campo ataque de luxo que contava com Jairzinho, Gerson, Tostão, Rivelino que espalhou magia pelos relvados mexicanos...
 
Em baixo, Mário Zagallo é o segundo a contar da direita para a esquerda ©Divulgação
Checoslovacos, ingleses, romenos, depois peruanos, uruguaios e por fim italianos, todos sentiram na pele a magia e a força do futebol brasileiro. O mundo encantado rendia-se ao Brasil de Zagallo, e para sempre, o Brasil de 1970 tornou-se sinónimo de melhor equipa de sempre.
 
Quatro anos mais tarde, já sem Pelé, o Brasil não estaria a altura do título. Zagallo assistiu do banco à derrota da sua equipa com a Holanda por 0x2. Cruijff era a nova estrela do futebol e a «Laranja Mecânica» holandesa de Rinus Michels tornava-se o epíteto de «futebol total».
 
O regresso
 
Falhado o tetra, Zagallo terminou o contrato com a CBF e seguiu a carreira por alguns dos grandes clubes do Rio como o Botafogo, o Fluminense ou o Flamengo. Tentou também a sua sorte no Médio Oriente, treinando diversos clubes e seleções locais.
 
Seria ao serviço de uma delas, os Emirados Árabes Unidos, que o Velho Lobo regressaria a um mundial em 1990. Mas a oposição de alemães, jugoslavos e colombianos, mostrou-se forte demais para as ambições do selecionado do Golfo Pérsico.
 
O sucesso estaria guardado para quatro anos mais tarde, onde coadjuvando Carlos Alberto Parreira, ajudou o Brasil a finalmente conquistar o tetracampeonato, após um dramático desempate através de grandes penalidades com a Itália.
 
Durante os festejos em Pasadena, Califórnia, Zagallo não conteve a emoção, e supersticioso como era, lembrou que a soma de 9+4 dava exatamente o mesmo resultado que a soma de 5+8, o último e o primeiro campeonato respetivamente que o escrete conquistou. Ainda mais adiantou, que o número treze dava sorte, e que treze eram as letras necessárias para escrever «Brasil Campeão»...
 
Quatro anos mais tarde, em França, o Velho Lobo voltou a comandar o barco da grande seleção brasileira. Com Ronaldo «o fenómeno» no áuge, com um Rivaldo demolidor, um Denilson explosivo, um Roberto Carlos com um pulmão sem fim e um pontapé impossível de parar, a que se juntavam campeões de 1994 como Taffarel, Cafu, Dunga, Leonardo e Bebeto, o escrete era um grande candidato a renovar o estatuto de campeão.
 
Numa caminhada brilhante, desde a estreia no Stade France contra à Escócia até à meia-final com a Holanda, o Brasil apresentou um futebol de fino recorte que encantava o mundo. No grande dia, contra a anfitriã França, a rábula que envolveu Ronaldo, toldou toda a equipa, que jogou com menos um em campo e nunca se soube encontrar, sendo uma presa inesperadamente fácil de uma grande França e de um inspirado Zidane
 
Zagallo foi zurzido pela imprensa brasileira, muito mal tratado, pois a maioria não lhe perdoava a ausência de Romário, entre outras medidas polémicas.
 
Sozinho, desgastado, acusava os brasileiros de não saber lhe darem o devido respeito que por exemplo alemães ou ingleses lhe votavam. Magoado, asseverava: «aceito críticas, mas o que dói é a zombaria. Na Alemanha fui eleito o melhor treinador do mundo, no Brasil sou ridicularizado.»
 
Justa ou injustamente, alguns lembravam que o Mundial de França não fora feito para o Brasil brilhar, pois toda a gente sabia que a soma de nove com oito nunca podia dar treze...
Ao lado dos companheiros, voltou a ser convocado para o mundial seguinte (1962), desta vez no Chile. As suas exibições voltaram a encantar, relegando Pepe, que fazia o mesmo papel no , para uma ingrata presença no banco.Atuando como médio ala esquerdo, primeiro no América e depois no Flamengo, conquistou a fama de «formiguinha» incansável e foi convocado para a seleção brasileira para disputar o mundial de 1958, na Suécia. 
O flanco esquerdo era «todo» seu. Construía jogo, descia vertiginosamente para o ataque, como recuperava para a defender e substituía o lateral, sendo fundamental na caminhada brasileira para o seu primeiro título mundial.
No ano em que conquistou o mundo, foi também o ano em que se mudou para o Botafogo, para brilhar ao lado Garrincha, Didi e Nilton , no período aureo da história do Clube da General Severiano.
Continuaria brilhando nos alvinegros conquistando mais dois Campeonatos Cariocas, que se juntavam aos três conquistados ao serviço do «Mengão», conquistou mais dois Torneios Rio-São Paulo, no tempo dos grandes duelos Botafogo  de Garrincha vs de Pelé. 
Era o armador pela esquerda, o desafogo da defesa, o idealizador do contra ataque, o ajudante no lateral, o formiguinha do time campeão do mundo. Como jogador foi tricampeão pelo Flamengo, bicampeão pelo Botafogo e bicampeão mundial pela seleção brasileira. No Botafogo participou da fase áurea do time, jogando ao lado de astros como Garrincha, Didi e Nilton .
Ao lado dos companheiros, voltou a ser convocado para o mundial seguinte (1962), desta vez no Chile. As suas exibições voltaram a encantar, relegando Pepe, que fazia o mesmo papel no , para uma ingrata presença no banco.
Fotografias(2)
Mário Zagallo abraça-se a Pelé no festejo de mais um golo do Brasil
O primeiro Campeonato do Mundo do Brasil
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