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história
Jogadores

Mario Kempes: o herói de 78

2011/07/11 13:05
Texto por João Pedro Silveira
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A Argentina é um país de mitos: Evita Perón e o seu trágico destino, Diego Armando "el dios" Maradona, Jorge Luis Borges, mestre da literatura universal, Juan Manuel Fangio, o primeiro herói planetário do país, Carlos Gardel, a voz da alma argentina, Ernesto "Che" Guevara o ícone revolucionário...

 
Fou um desses mitos, Jorge Luis Borges, que não gostava nem um pouco de futebol que um dia escreveu: “Todos falam de futebol e poucos o entendem de forma correcta, então fazem de um triunfo ou de uma derrota uma questão de vida ou morte.” A Argentina encarna essa paixão de vida e de morte pelo futebol, esse sentimento de pertença gregário. As canchas argentinas são emulações das antigas arenas romanas, os jogadores os gladiadores modernos, a bola a tocar o fundo das redes é a estocada final. 
qMario Alberto Kempes encontrou a imortalidade em 1978 no palco maior do futebol, na arena dos campeões que é o Campeonato do Mundo
Foi um desses mitos, Jorge Luis Borges, que não gostava nem um pouco de futebol que um dia escreveu: “Todos falam de futebol e poucos o entendem de forma correcta, então fazem de um triunfo ou de uma derrota uma questão de vida ou morte.” A Argentina encarna essa paixão de vida e de morte pelo futebol, esse sentimento de pertença gregário. As canchas argentinas são emulações das antigas arenas romanas: se os jogadores são os gladiadores modernos, a bola a tocar o fundo das redes é a estocada final...
 
O Mundial de 78
 
Mario Alberto Kempes encontrou a imortalidade em 1978 no palco maior do futebol, na arena dos campeões que é o Campeonato do Mundo, precisamente naquele mundial que foi realizado na sua Argentina natal.
 
qMelhor jogador do torneio, melhor marcador, herói da final, Kempes "ascendeu" à condição de mito, das estrelas que brilham no céu argentino, um céu alviceleste, por supuesto...
Desde 1934 que os argentinos tentavam organizar a competição, mas foi só em 1978, após muitos protestos, boicotes e desilusões que a pátria alviceleste teve a bola a rolar entre a Terra do Fogo e o Rio da Prata.
Foi a ditadura militar que trouxe o mundial para o país das pampas e a ditadura do General Vidella não exigia menos que a vitória aos seus "gladiadores".
 
A Argentina sofreu para chegar ao grande jogo. Vitórias suadas sobre franceses e húngaros, uma derrota com a Itália, um empate com o Brasil e os 6x0 "impossíveis" ao Peru que garantiram a final.
 
Com o Monumental de Buenos Aires como que uma imagem saída da tela de um dos grandes mestres do impressionismo, com o céu repleto de papelinhos brancos esvoaçando à deriva sobre o relvado, a selecção Argentina tinha um encontro marcado com a história. Foi "carregada" pelos seus apaixonados hinchas e com dois golos de Kempes que os alvicelestes derrotaram a laranja mecânica e conquistaram o primeiro ceptro mundial do futebol argentino.
 
Aos 104 minutos do prolongamento, Kempes desempata a final e coloca a Argentina a escassos 16 minutos do primeiro título mundial
Melhor jogador do torneio, melhor marcador, herói da final, Kempes "ascendeu" à condição de mito, das estrelas que brilham no céu argentino, um céu alviceleste, por supuesto...
 
De Cordoba a Valência
 
A carreira de Kempes tinha começado no Instituto Cordoba onde rapidamente despertou o interesse do Rosário Central, um clube bem maior no panorama nacional argentino. 85 golos em 107 jogos valeram uma viagem para Espanha e para o CF Valencia.
 
 
No clube che marcou uma era e marcou muitos golos, 95 em 142 partidas. Foi pichichi duas vezes, ganhou uma Taça do Rei, uma Taça das Taças e uma Supertaça Europeia. Já campeão do mundo voltou a casa para defender a mítica camisola do River Plate.
 
Kempes, el trotamundos
 
Não obstante uma péssima prestação no mundial de 82 em Espanha, o Valência voltou a chamar o seu herói, que agradecido, apontou mais 21 golos em duas épocas. Depois seguiu-se o Hércules de Alicante, e a passagem por clubes austríacos como o First Vienna e o St. Pölten.
 
 
qCom 41 anos foi jogar no Fernandez Vial do Chile e um ano depois, surpreendeu o mundo e foi jogar no distante Pelita Jaya FC em Karawang, na remota ilha de Java na Indonésia, onde terminou a sua carreira.
Com 41 anos foi jogar no Fernandez Vial do Chile e um ano depois, surpreendeu o mundo e foi jogar no distante Pelita Jaya FC em Karawang, na remota ilha de Java na Indonésia, onde terminou a sua carreira.
 
Um mito alviceleste
 
A selecção já tinha abandonado em 1982, depois de apesar de ter sido titular em todos os jogos não ter apontado nenhum golo no mundial de Espanha.
Com a camisola alviceleste apontou 20 golos em 43 jogos, além dos dois dois mundiais, jogou apenas uma Copa América, em 1975 onde marcou três golos, dois deles num 11x0 à Venezuela, o que não impediu a organização de Copa América de 2011 e a província de Cordoba de rebaptizar o estádio que tinha sido construído para o mundial de 1978 de Estádio Mario Alberto Kempes.
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