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história
Jogadores

Mário Jardel: Supermário

2012/01/06 16:48
Texto por João Pedro Silveira
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Jardel: a ciência dos números

Jardel era uma máquina goleadora, uma animal de área, ali, entre os defesas adversários, estava no seu habitat natural, podia dar largas ao seu instinto predador e marcar golos, marcar muitos golos.

Quem o viu jogar no FC Porto e no Sporting não esquece. Será o melhor avançado de sempre a jogar em Portugal? No FC Porto em 175 jogos apontou 168 golos o que lhe vale uma média de 0,96 golos por jogo, pulverizando recordes. Impressionante? Em Alvalade foi mais longe, superando essa marca ao festejar 67 golos em 62 encontros atingindo uma média de 1,08 golos por jogo. Aproximando-se perigosamente das marcas de Yazalde e Peyroteo. Os números são claros e falam por si.
 
Olhando a carreira do Supermário, se há algo que salta imediatamente à vista são os números. A carreira de Jardel é um festim de números e será a delícia de todo o interessado pelas coincidências estatísticas. Em 2011, após 21 anos de carreira já tinha vestido a camisola de 21 clube diferente. Em sua defesa, pode argumentar-se que em certos clubes só vestiu a camisola no dia da apresentação e pouco mais...
 
Jogou na Europa, na América, na Ásia e até na longínqua Oceânia. A vida de Mário Jardel Almeida Ribeiro deu muitas voltas ao planeta azul, mas tudo começou na tropical Fortaleza, a 18 de setembro de 1973. Ali cresceu até aos 1,88 centímetros de altura. Ali deu os primeiros passos e os primeiros pontapés na bola. Ali ganhou as asas que o fizeram subir sobre os centrais.
 
Voar como Jardel
 
De azul e branco, Mário Jardel fez parte da célebre equipa que conquistou o Pentacampeoanto
Começou a jogar num clube local, o Ferroviário, onde fez o habitual trajeto das camadas jovens. Depois de se tornar profissional, deu nas vistas e foi chamado para o Rio de Janeiro, onde assinou pelo Vasco da Gama, num prenúncio da sua futura passagem por terras lusas...
 
Seguiu-se o Grêmio de Porto Alegre, onde o treinador Luís Felipe Scolari montou uma equipa à sua imagem. Paulo Nunes - que haveria de jogar no Benfica - assistia, Jardel faturava. 67 golos em 73 jogos e o o futebol europeu chamava por Jardel. O avançado de Fortaleza não conseguia resistir ao canto da sereia.
 
A próxima paragem foi a cidade do Porto, onde Supermário foi imensamente feliz. Golos, mais golos, de todos os lados, de todas as maneiras, de todos os feitios. Nas alturas então era imbatível. Parecia adivinhar a trajetória de cada bola ao milímetro.
De tal forma os seus golos assombravam que servia de inspiração para uma letra que Carlos Tê escreveu e Rui Veloso cantou, sobre «voar como Jardel sobre os centrais»...
 
Num jogo da Taça contra o Juventude de Évora apontou sete golos num só jogo, feito que até aí só tinha sido atingido pelo sportinguista Yazalde. Mas Jardel fê-lo apenas em 45 minutos, os 45 minutos do segundo tempo, enquanto o Chirola precisara de um jogo inteiro para marcar outros sete ao Barreirense.
 
Passagem por Alvalade e sociedade com JVP
 
No Sporting os números continuaram a falar por si. Chegou para jogar na 5ª Jornada e acabou o campeonato com 42 golos. Foi Bota de Ouro do futebol europeu (pela 2ª vez!) e firmou uma das sociedades mais famosas do Reino do Leão com João Vieira Pinto (JVP).
 
Supermário marca mais um golo ao Benfica, uma das suas vítimas mais apetecidas
O pequeno avançado português considerava-se o «pai» de Jardel, pelo número de assistências que tinha efetuado, Jardel sorria e o Major Valentim Loureiro brincava que então seria caso para dizer que era ele o avô do avançado brasileiro, dado que durante estes anos todos tinha sido mais do que um pai para JVP.
 
Parentescos à parte, Jardel marcava muito e festejava levantando a t-shirt com uma intrigante questão «porque será?», numa das mais brilhantes jogadas de marketing usadas até hoje no futebol português.
 
Depois do céu, o inferno...
 
Jardel cumpriu 6 épocas no futebol português e foi 5 vezes o melhor marcador. E só não foi 6 porque em 2002/03 não era o Jardel que cá estava... talvez fosse o Mário. O Mário resolveu brincar com a vida. Dizem que cedeu aos vícios. E a partir daí perdeu uma carreira. O Mário nunca mais foi Jardel.
 
Desde os tempos no Grêmio, com Luiz Felipe Scolari, até ao Sporting de Boloni, os sistemas tácticos eram construídos com o objectivo de o servir. Resultava. Entre a saída do FC Porto e o regresso a Portugal via Sporting, Jardel jogou na Turquia. A veia goleadora manteve-se? 22 golos em 24 jogos falam por si...
 
Depois de Alvalade, o zero passou a ser o número de golos apontados mais habitual na carreira de Jardel... Talvez isso justifique porque é que um dos maiores avançados de sempre que actuaram na Europa, tenha chegado um dia a jogar em clubes como o Ancona, Anarthosis, United Jets ou Al-Taawon. 
Depois de Alvalade o zero passou a ser o número de golos apontados mais habitual na carreira... Talvez isso justifique porque é que um dos maiores avançados de sempre que actuaram na Europa, tenha chegado um dia a jogar em clubes como o Ancona, Anarthosis, United Jets ou Al-Taawon.Jardel era uma máquina goleadora. A grande área adversária era o seu habitat natural, onde podia soltar o seu instinto predador e marcar golos, marcar muitos golos.
Quem o viu jogar no FC Porto e no Sporting não esquece. Será o melhor avançado de sempre a jogar em Portugal? Os números falam por si: no FC Porto em 175 jogos apontou 168 golos o que lhe vale uma média de 0,96 golos por jogo. Impressionante? Em Alvalade foi mais longe, superando essa marca ao festejar 67 golos em 62 encontros. Uma média de 1,08 golos por jogo. Os números são claros.
 
E a carreira do Super Mário está marcada pelos números. Em 2011, em 21 anos de carreira tinha vestido a camisola de 21 clube diferentes, se bem que em sua defesa se pode argumentar que em certos clubes só vestiu a camisola na apresentação. 
Jogou na Europa, na América, na Ásia e até na longínqua Oceânia ousou jogar, a vida de Mário Jardel Almeida Ribeiro de muitas voltas, mas tudo começou na tropical Fortaleza, a 18 de setembro de 1973. Ali cresceu até aos 1,88 centímetros de altura. Ali deu os primeiros passos e os primeiros pontapés na bola. 
Começou a jogar num clube local, o Ferroviário, onde fez o trajeto das camadas jovens.
Depois de se tornar profissional, deu nas vistas e foi chamado para o Rio de Janeiro, onde se tornou jogador do Vasco da Gama, um prenúncio da sua futura passagem por terras lusas.
Seguiu-se o Grêmio de Porto Alegre, onde o treinador Felipe Scolari montou uma equipa à sua imagem. Paulo Nunes - que haveria de jogar no Benfica - assistia, Jardel faturava. 67 golos em 73 jogos e o canto da sereia do futebol europeu chamava por Jardel.
A próxima paragem foi a Cidade do Porto, onde Super Mário foi imensamente feliz. Golos, mais golos, de todos os lados, de todas as maneiras, de todos os feitios. Nas alturas então era imbatível. Parecia adivinhar a trajetória de cada bola ao milímetro.
Num jogo da Taça contra o Juventude de Évora apontou 7 golos num só jogo, feito que até aí só tinha sido atingido pelo sportinguista Yazalde. Mas Jardel fê-lo apenas em 45 minutos, os 45 minutos do segundo tempo, enquanto o Chirola tinha precisado de um jogo inteiro para marcar outros sete ao Barreirense.
No Sporting os números foram assombrosos. Chegou para jogar na 5ª Jornada e acabou o campeonato com 42 golos. Foi Bota de Ouro do futebol europeu (pela 2ª vez!) e firmou uma das sociedades mais famosas do Reino do Leão com João Vieira Pinto. O pequeno avançado português considerava-se o «pai» de Jardel, pelo número de assistências que tinha efetuado, Jardel sorria e o Major Valentim Loureiro brincava que então seria o avô do avançado brasileiro, porque ele tinha sido mais que um pai para João Vieira Pinto.
Parentescos à parte Jardel marcava muito e festejava levantando a t-shirt com uma intrigante questão «porque será?», numa das mais brilhantes jogadas de marketing do futebol português.
 
 
Jardel cumpriu 6 épocas no futebol português e foi 5 vezes o melhor marcador. E só não foi 6 porque em 2002/03 não era o Jardel que cá estava... talvez fosse o Mário. O Mário resolveu brincar com a vida. Dizem que cedeu aos vícios. E a partir daí perdeu uma carreira. O Mário nunca mais foi Jardel.
Voltando ao Jardel, dizia Carlos Tê, que «voava sobre os centrais». «SuperMário» levitava no ar, e marcava golos a um ritmo alucinante. O brasileiro, em campo, era garante de golo de qualquer forma: de cabeça, com o pé direito, com o pé esquerdo, de coxa, de «bicicleta» ou de «letra».
Desde os tempos no Grémio, com Luiz Felipe Scolari, até ao Sporting de Boloni, os sistemas tácticos eram construídos com o objectivo de o servir. Resultava.
Entre a saída do FC Porto e o regresso a Portugal via Sporting, Jardel jogou na Turquia. A veia goleadora manteve-se? 22 golos em 24 jogos falam por si...
Depois de Alvalade o zero passou a ser o número de golos apontados mais habitual na carreira... Talvez isso justifique porque é que um dos maiores avançados de sempre que actuaram na Europa, tenha chegado um dia a jogar em clubes como o Ancona, Anarthosis, United Jets ou Al-Taawon.
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