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história
Jogadores

Manuel Vasques: o Malhoa

2016/01/14 18:43
Texto por João Pedro Silveira
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Tal como outros grandes nomes do futebol português, Manuel Soeiro Vasques nasceu no Barreiro, onde, como é comum na história de outros jogadores nascidos na cidade, ainda muito jovem começou a trabalhar como aprendiz de carpinteiro na CUF.
 
Seria ao serviço do clube da Companhia União Fabril (CUF) que começou a jogar futebol, subindo à equipa principal apenas com 17 anos. Durante três épocas brilhou ao serviço do emblema do Barreiro, combinando os treinos e os jogos, com o trabalho nos escritórios da empresa, um dos privilégios de jogar na equipa da companhia.
 
As suas exibições despertaram o interesse do Benfica. Pouco depois era chamado para prestar provas no clube encarnado. Treinou, agradou, mas não ficou... O seu tio, Manuel Soeiro, velha glória do Sporting, avisara-o para não assinar nenhum contrato sem antes falar com ele.
 
Vasques falou com o tio e este levou-o ao Sporting, que rapidamente chegou a acordo com a CUF.  Os leões davam-lhe 600 escudos por mês e um prémio de assinatura de 18 contos, que Vasques depositou no banco e por razões sentimentais nunca levantou.
 
 
Em 1946/47, tal como Travassos, fez a primeira de treze épocas de leão ao peito. Juntando-se os dois a uma equipa que já contava com Peyroteo, Jesus Correia e Albano. O quinteto de violinos estava formado.
 
Durante três épocas o Sporting conquistou sempre o campeonato, assumindo-se como a maior potência futebolística nacional. Fernando Peyroteo abandonou o clube, e a carreira, no fim da época 1948/49. Abalado pela ausência do "artilheiro" o leão perdeu o título seguinte para o Benfica, mas rapidamente recuperou a fome de títulos, conquistando um inédito tetracampeonato. 
 
Dos cinco, Vasques era certamente o mais virtuoso. Artista da bola, era capaz de "tirar" uma defesa inteira da frente, com um par de fintas. Marcava golos de antologia e fazia tudo com uma naturalidade desconcertante. A sua técnica refinada valeu-lhe a  alcunha de "Malhoa", numa alusão ao célebre pintor naturalista das Caldas da Rainha, um dos grandes nomes da pintura portuguesa da viragem do século. Genial, tinha a tendência para se alhear do jogo, o que lhe valia constantes críticas das bancadas, que muitas vezes exasperavam com a lentidão com que jogava.
 
Ao contrário dos seus colegas, Vasques era capaz de jogar em qualquer uma das cinco posições do ataque leonino, tendo apontado 317 golos em 349 partidas de leão ao peito. Ao longo de treze épocas conquistou oito Campeonatos Nacionais e duas Taças de Portugal. Em 1950/51 apontou 29 golos no campeonato, sagrando-se o melhor marcador da competição.
 
Este sucesso sucedeu-se a um dos períodos mais complicados da carreira de Vasques. Em 1950, por problemas financeiros teve de optar entre o futebol e o emprego que mantinha nos escritórios da Companhia União Fabril. Atento, o Benfica lançou-lhe o «canto da sereia», mas o presidente Ribeiro Ferreira, duplicou-lhe o ordenado, e Vasques renovou com os leões, tendo depois aberto uma sociedade com o amigo e colega Travassos. 
 
Além do Sporting, foi internacional A em 26 ocasiões, tendo apontado 7 golos ao serviço da seleção.  Abandonou a carreira em 1959, tinha apenas 33 anos. Saindo de Alvalade ao mesmo tempo que o amigo Travassos, que chegara ao clube na mesma época.
 
A sua ligação ao Sporting continuou por décadas, tendo explorado a tabacaria do Estádio José Alvalade, tendo depois trabalhado na Loja Verde. Viria a falecer a 10 de julho de 2003, quando estava a poucas semanas de completar 77 anos.
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Os Cinco Violinos do Sporting
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