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história
Clubes

Juventus

2011/09/07 15:54
Texto por João Pedro Silveira
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As origens

Tal como no resto da Europa e do mundo o futebol chegou a Itália pela mão de marinheiros e comerciantes ingleses. A porta de entrada foi a cidade portuária de Génova na Ligúria, principal porto que à época servia as desenvolvidas e industrializadas regiões de Piemonte (Turim) e da Lombardia (Milão).

As ligações comerciais e culturais entre Génova e Turim, rapidamente levaram o futebol para a cidade piemontesa, onde cedo começaram a surgir os primeiros grupos que rapidamente se transformaram em clubes:  Torino Football and Cricket Club, Nobili Torino, Internazionale Football Club Torino.
 
Seria no Outono de 1897 que um grupo de jovens estudantes do Liceu Massimo d´Azeglio que regularmente jogava à bola na vizinha Piazza d'Armi resolve fundar um clube ali mesmo nos bancos da escola.
 
Um clube da Juventude
 
Nascia o Sport Club Juventus, com um nome latino para homenagear os fundadores do clube. As cores escolhidas foram o rosa (camisola) e o preto (calções).
 
Em 1899 o nome foi alterado para Foot-ball Club Juventus, nome com que competiu pela primeira vez no Campeonato italiano em 1900. A estreia saldou-se por uma derrota contra os vizinhos do FBC Torinese. Na segunda época após uma goleada contra o rival do Ginnastica Torino por 5x0, os então rosaneri chegaram às meias-finais onde perderam com o Milan Cricket, mais tarde conhecido por AC Milan.
 
Em 1903, inspirado nos ingleses do Notts County, a Juventus passa a utilizar o característico equipamento com as listas verticais a preto-e-branco
Corria o ano de 1903 quando os dirigentes do clube resolveram efectuar uma alteração marcante na Juventus: a escolha de um novo equipamento. O modelo foi inspirado no equipamento do Notts County de Inglaterra, então um dos clubes mais afamados do mundo.
 
As novas camisolas chegaram a Itália por intermédio de John Savage, um inglês que jogava no clube. As listas verticais pretas e brancas da camisola, eram um símbolo de «simplicidade, austeridade, agressividade e sobretudo, poder» na opinião dos dirigentes juventinos
 
No ano de estreia do novo equipamento chega pela primeira vez à final do campeonato, mas perde com o Genoa, a então grande potência do futebol transalpino.
 
Os primeiros sucessos e a rivalidade com o Torino
 
A história começava a mudar em 1905; Após duas finais perdidas com o Genoa, a Juventus bate os genoveses e conquista o seu primeiro título de campeã transalpina; mas eis que o Presidente Alfredo Dick demite-se e leva consigo os melhores jogadores e o aluguer do campo onde a Juventus jogava e forma um novo clube: Torino Football Club.
Começa a grande rivalidade entre os dois clubes históricos de Turim: a «Vecchia Signora» e o «Toro».
 
Em 1909 foi organizada em Turim a Sir Thomas Lipton Trophy, que recebeu o patrocínio do comerciante de Chá escocês. A competição que queria ser o primeiro campeonato do mundo, incluía as melhores equipas de Itália, Inglaterra, Alemanha e Suíça. A Federação inglesa não autorizou a vinda de nenhuma equipa, e a Grã-Bretanha foi representada por uma equipa de mineiros do West Auckland FC. 
Enquanto a Itália foi representada por um misto de jogadores da Juventus, Torino e outros clubes locais que formaram o Torino XI, que conseguiria o 3º lugar na competição.
Dois anos depois, a rivalidade impediu a formação de uma equipa conjunta, o que obrigou a que Juventus e Torino se enfrentassem na pré-eliminatória. A Juventus levou a melhor e foi participar no torneio onde chegou à final para perder por 1x6 com os mineiros do West Auckland.
A história começou a mudar em 1905; Após as duas finais perdidas com o Genoa, conseguiu finalmente bater os genoveses e conquistar o seu primeiro título de campeã transalpina; mas eis que o Presidente Alfredo Dick demite-se e leva consigo os melhores jogadores e o aluguer do campo onde a Juventus jogava, formando entretanto um novo clube: o Torino Football Club.
 
Começava com esta cisão a grande rivalidade entre os dois clubes históricos de Turim: a «Vecchia Signora» e o «Toro».
 
Em 1909 foi organizada em Turim a Sir Thomas Lipton Trophy, patrocíonada pelo comerciante de chá escocês. A competição que queria ser o primeiro campeonato do mundo, incluía as melhores equipas de Itália, Inglaterra, Alemanha e Suíça, contudo a Federação Inglesa não autorizou a vinda de nenhuma equipa, e a Grã-Bretanha acabou por ser representada por uma equipa de mineiros do West Auckland FC. 
 
A Itália por sua vez foi representada por um misto de jogadores da Juventus, Torino e de outros clubes locais que formaram o Torino XI. Os torinese conseguiriam o 3º lugar na competição que foi ganha pelos ingleses.
 
Dois anos mais tarde, a rivalidade impediu a formação de uma equipa conjunta. Juventus e Torino tiveram que se enfrentar na pré-eliminatória. A Juve levou a melhor e seguiu em frente para participar no torneio, chegando à final onde perdeu 1x6 com os mineiros do West Auckland.
 
Até à I Guerra Mundial a Juventus viveu à sombra do Pro-Vercelli que era então a maior potência futebolística italiana. No pós-guerra os bianconeri reforçaram a sua equipa e pela primeira vez na sua história tiveram jogadores convocados para a selecção nacional.
 
Em 1923 Edoardo Agnelli tornou-se o Presidente do clube, iniciando uma ligação de décadas entre o clube a Família Agnelli, uma das mais ricas de Itália, dona da FIAT que tinha sede em Turim.
Durante o consulado de Edoardo a Juventus transforma-se no maior clube de Itália. 
A vitória sobre o Alba Roma por 12-1 no conjunto dos dois jogos garante o segundo título italiano em 1926. Mas seria no início dos anos 30 que com uma equipa que contava com jogadores da craveira de Raimundo Orsi, Luigi Bertolini, Giovanni Ferrari e Luis Monti que a Juve conquistou cinco campeonatos seguidos entre 1931 e 1935.
Eram da Juventus muitos dos jogadores da Squadra Azzurra que conquistaram o Campeonato do Mundo disputado em Itália em 1934. Essa geração de ouro, além do «penta» conseguiu ainda atingir uma meia-final da Taça Mitropa - competição precursora da Taça dos Campeões que englobava clubes dos diversos campeonatos do centro da Europa.
O clube passou a jogar no novo Estádio Benito Mussolini que fora construído propositadamente para o mundial de 1934 e dispunha de 66.000 lugares.
 
A 14 de Junho de 1935 falece Edoardo Agnelli na sequência de um acidente aéreo no porto de Génova. Nos meses seguintes o clube entra num período de instabilidade com a saída dos melhores jogadores. Em 1937 por decreto do governo fascista italiano todos os nomes em língua estrangeira (inglesa) foram proibidos A Juventus perde o Football Clube.
Neste período difícil dos rossoneri o melhor que a Juventus conseguiria seria uma segunda posição atrás da Ambrosiana-Inter em 1937/38.
Até à I Guerra Mundial a Juventus viveu à sombra do Pro-Vercelli que era por esses dias a maior potência futebolística italiana. No pós-guerra os bianconeri reforçaram a sua equipa e pela primeira vez na sua história tiveram jogadores convocados para a selecção nacional.
 
A família Agnelli e a primeira era dourada
 
Em 1923 Edoardo Agnelli tornou-se o Presidente do clube, iniciando uma ligação de décadas entre o clube a família Agnell
Em 1923 Edoardo Agnelli tornou-se o Presidente do clube, iniciando uma ligação de décadas entre o clube a família Agnelli, uma das mais ricas de Itália, dona da FIAT, empresa automóvel sediada em Turim. Durante o consulado de Edoardo a Juventus dá os passos decisivos para tornar-se no maior clube de Itália, ganhando o epíteto de la fidanzata d´Italia [a namorada de Itália].
 
A vitória sobre o Alba Roma (12-1 no conjunto dos dois jogos da final) garante o segundo título italiano em 1926. Mas seria apenas no início dos anos 30 que com uma equipa onde se destacavam jogadores da craveira de Raimundo Orsi, Luigi Bertolini, Giovanni Ferrari e Luis Monti que a Juve conquistou cinco campeonatos seguidos entre 1931 e 1935.
 
Eram da Juventus muitos dos jogadores da Squadra Azzurra que conquistaram o Campeonato do Mundo disputado em Itália em 1934. Essa geração de ouro, além do «penta» conseguiu ainda atingir uma meia-final da Taça Mitropa - competição precursora da Taça dos Campeões que englobava clubes dos diversos campeonatos do centro da Europa. O clube passou a jogar no novo Estádio Benito Mussolini que fora construído propositadamente para o mundial de 1934 com capacidade para 66.000 lugares.
 
A 14 de Junho de 1935 falece Edoardo Agnelli na sequência de um acidente aéreo no porto de Génova. Nos meses seguintes o clube entra num período de instabilidade com a saída dos melhores jogadores. Em 1937 por decreto do governo fascista italiano todos os nomes em língua estrangeira (inglesa) foram proibidos e a Juventus perde o Football Club no nome. Neste período difícil da sua história, o melhor resultado obtido pelos bianconeri foi uma segunda posição atrás da Ambrosiana-Inter em 1937/38.
 
A II Guerra Mundial e o ressurgimento
 
Iniciada a II Guerra Mundial o clube teve - como tantos outros nos países beligerantes - que enfrentar diversas contrariedades. No Inverno de 1942, os constantes bombardeamento sobre Turim, forçaram os dirigentes do clube a muda-lo para Alba, uma pequena localidade piemontesa.
 
A situação política de Itália foi deteriorando-se com os reveses militares no conflito. Após as derrotas no norte de África, o exército italiano foi incapaz de impedir a invasão aliada da Sicília que seria conquistada no verão de 1943. Ainda antes do fim do Verão uma força expedicionária anglo-americana desembarcou na ponta do "dedo da bota" italiana. O governo fascista foi demitido pelo Rei, mas os alemães conseguiram resgatar Mussolini e reconduzi-lo no poder num estado fantoche no Norte de Itália.
 
O Campeonato foi suspenso e o futebol interrompido, e só seria retomado após a rendição total do exército alemão e dos seus aliados fascistas em Maio de 1945.
 
Terminado o conflito a Juventus volta a adoptar a denominação Football Club e retorna a Turim e ao renomeado Stadio Comunale. Em 1947 os Agnelli voltam ao clube com Gianni Agnelli, filho de Edoardo, a assumir a presidência.
Os títulos regressam com dois scudetto conquistados em 1949/50 e 1951/52, o último dos quais sob o comando do inglês Jesse Carver. Depois de um interregno de sucessos as contratações do galês John Charles e do argentino Omar Sivori, que vieram juntar-se a Giampiero Boniperti - no clube desde 1946 - ajudaram de sobremaneira a Vecchia Signora a conquistar os títulos de 1957/58 e 1959/60. 
 
Na segunda época a conquista da Taça valeu a primeira dobradinha da história. Na época seguinte (1960/61), a conquista de mais um campeonato vale à Juventus a atribuição da Stella d´Oro al Merito Sportivo [Estrela d´Ouro de Mérito Desportivo]. Um prémio atribuído pela primeira vez a um clube que conquistasse mais de dez títulos. 
 
O assalto à Europa: os anos de Trap
 
A partir dessa época a orgulhosa estrela passou a encimar o emblema juventino. Ainda nesse ano, para engrandecer ainda mais a história bianconera, Sivori torna-se o primeiro jogador do clube a vencer o prémio de melhor jogador da Europa.
 
Com Helénio Herrera a comandar a equipa o título só volta a Turim em 1966/67. Na Europa consegue chegar a duas finais da Taça das Cidades com Feiras - contra o Ferencvaros em 1965 e o Leeds United em 1971, mas perde em ambas as ocasiões. 
 
Os scudettos voltariam em 1971/72 e 1972/73. Os campeonatos e taças sucedem-se durante a década de 70, mas a vitória mais marcante desse periodo foi a conquista do primeiro troféu europeu do palmarés juventino: a Taça UEFA conquistada em 1976/77.
 
Em 1976/77 Giovanni Trapattoni torna-se o treinador de um grupo de eleição composto por jogadores como Zoff, Gentile, Scirea, Cabrini, Tardelli, Boninsegna e Bettega. O Scudetto e a UEFA conquistada nesse ano foram apenas o começo de uma era dourada... 
 
Na segunda época de Trap ao leme dos bianconeri, trouxe um novo campeonato e uma presença na meia-final da Taça dos Campeões. Um bom augúrio para o que se avizinhava.
 
O décimo nono Scudetto chega em 1980/81, na época seguinte conquista a segunda dobradinha da sua história e recebe a segunda estrela de ouro para usar no emblema. 
 
Com o objectivo de levar a Juventus ao topo do futebol europeu, são contratados jogadores de inegável craveira como Paolo Rossi, Michel Platini e o polaco Zbigniew Boniek.
 
Os resultados são imediatos e em 1983 o clube chega à sua primeira final da Taça dos Campeões. Mas contudo, no Estádio Olímpico de Atenas a Juventus cai por culpa do golo solitário de Felix Magath e perde a sua primeira oportunidade. 
 
Berna e Heysel: Platini rei da Europa
 
Na época seguinte a sorte voltou a sorrir à Juve, frente ao FC Porto em Berna por 2-1, os bianconeri conquistaram a Taça das Taças e embalaram para uma época de 1984-85 de ouro.
 
Primeiro conquistaram a Supertaça europeia e depois continuaram a senda do sucesso chegando à segunda final da Taça dos Campeões contra o Liverpool no Heysel Park em Bruxelas. 
 
Para a história ficou o desastre que ocorreu horas antes do encontro começar, quando os adeptos ingleses invadiram a zona do estádio destinada aos adeptos italianos. No pánico gerado, os adeptos italianos acabaram por fugir em direcção às grades, acabando por ser encurralados e muitos deles morreram esmagados com o peso da multidão. As 39 mortes e os mais de 600 feridos tornaram o desastre o Heysel  numa das maiores catástrofes da história do desporto mundial.
 
O futebol ficou de luto e a UEFA e a FIFA iniciaram um processo que levou a reforma completa dos sistemas de segurança nos estádios de futebol  - obrigatoriadade de lugares sentados, eliminação das vedações - e os clubes ingleses foram banidos das competições europeias.
 
Dentro de campo, num jogo que inexplicavelmente não foi adiado, a Juventus foi superior e venceu com um golo apontado por Platini na marcação de uma grande penalidade.
 
Foi um ano de sucessos para os bianconeri, o ano de 1985. Depois da conquista da Taça dos Campeões, Platini recebeu o prémio destinado ao melhor jogador europeu pelo terceiro ano consecutivo , enquanto mais tarde, no final do ano a Juventus conquistou a Taça Intercontinental, tornando-se o primeiro clube europeu (e único até agora) a conquistar todos os troféus internacionais (Taça dos Campeões, Taça das Taças, Taça UEFA, Supertaça e Taça Intercontinental), por tal feito recebeu um prémio especial da UEFA.
 
No fim dessa época Giovanni Trapattoni deixou o comando da Juventus e na época seguinte seria a vez de Platini abandonar a carreira. A Juventus e o futebol italiano entravam numa nova fase.
 
Em Milão Berlusconi criava uma "máquina" holandesa com Gullit, Van Basten e Rijkaard no AC Milan, enquanto o Inter criava uma versão alemã com Matthäus, Klinsmann e Brehme. Mais a sul o Nápoles de Maradona encantava.
 
A Juventus atravessava um deserto de sucessos que só terminaria com a chegada de um novo timoneiro que conduziria o clube a mais um rol de sucessos: Marcello Lippi.
 
Entretanto em 1990, aquando da realização do mundial em Itália, a Vecchia Signora muda-se para o Stadio Dell Alpi.
 
Lippi e a segunda Champions
 
Lippi toma o comando da squadra em 1994/95 e logo na estreia volta a conduzir a Juventus a mais uma «dobradinha» com ajuda preciosa de Roberto Baggio. No ano seguinte, já sem Baggio, mas com jogadores como Paulo Sousa, Deschamps, Vialli, Del Piero e Ravanelli a Juventus conquista em Roma a sua segunda Liga dos Campeões batendo o Ajax, campeão em título, após o desempate através de grandes penalidades.
 
Chegados entretanto a Turim, Zinedine Zidane, Filippo Inzaghi e Edgar Davids, ajudaram a Juventus a conquistar a Supertaça europeia e a Taça Intercontinental, além de  nova presença na final da Liga dos Campeões.
Contudo em Munique foram incapazes de defender o título o conquistado um ano antes e perderam com o Borussia de Dortmund (1x3).
 
No ano seguinte a Juventus voltou ao grande jogo, para perder novamente, desta vez com o Real de Madrid.
 
Apesar dos desaires europeus, a nível interno os sucessos continuavam. Depois do título conquistado em 1994/95, regressaram os títulos em 1996/97 e 1997/98.
 
Depois de uma breve passagem pelo Inter, Lippi regressa a Turim para levar a Juve a mais dois Scudettos em 2001/02 e 2002/03, numa equipa já sem Zidane, entretanto saído para Madrid, mas que contava com Buffon, Lilian Thuram, David Trézéguet e Pavel Nedvěd como principais referências.
 
Capello, Calciopolis e um novo começo...
 
Depois do consulado de Lippi, chegou a vez de Fabio Capello. Chegado em 2004 conduziu o clube a mais dois títulos da Serie A. Contudo, em Maio de 2006 a Juventus viu-se incluída juntamente com outros clubes no caso Calciopoli. O clube foi formalmente acusado de manipulação de resultados e viu-lhe serem retirados os campeonatos de 2005 e 2006 como punição. 
O castigo implicou ainda a despromoção à Serie B, obrigando a que a Juventus pela primeira vez não participasse na 1ª Divisão.
 
Algumas das principais estrelas como Thuram, Zlatan Ibrahimović e Fabio Cannavaro abandonaram o clube, mas Del Piero e Nedvěd continuaram em Turim e ajudaram a Vecchia Signora a vencer a Serie B.
 
Depois do regresso ao convívio dos grandes, a Juventus não voltou a exibir a mesma capacidade de anos anteriores. Sempre longe da disputa do título assistiu impotentemente à ascensão do Inter como potência do futebol italiano.
 
Os bianconeri quedaram-se por participações "descoloridas", acabando inclusive duas épocas seguidas na 7ª posição, a última das quais valeu a não participação nas competições europeias.
 
Após anos de incontáveis sucessos que permitiram um palmarés invejável e que granjearam à Juventus a maior massa associativa do país, a "namorada de Itália" encontra-se num novo período de refundação, pretendendo recuperar o tempo perdido para os rivais de Milão e recuperar a imagem que saiu fortemente manchada pelo Calciopolis.
 
Os sucessos voltaram a fazer parte do dia-a-dia da Vechia Signora, com a conquista do campeonato por quatro épocas seguintes e uma histórica presença na final da Liga dos Campeões em 2015, perdida para o Barcelona por 1x3. 
Terminado o conflito a Juventus volta a adoptar a denominação Football Club e retorna a Turim e ao renomeado Stadio Comunale. Em 1947 os Agnelli voltam ao clube com Gianni, filho de Edoardo, a assumir a presidência.
Os títulos regressam com dois scudetto conquistados em 1949/50 e 1951/52, o último dos quais sob o comando do inglês Jesse Carver. Depois de um interregno de sucessos as contratações do galês John Charles e do argentino Omar Sivori, que vieram juntar-se a Giampiero Boniperti - no clube desde 1946 - ajudaram de sobremaneira a Vecchia Signora a conquistar os títulos de 1957/58 e 1959/60. 
 
Na segunda época a conquista da Taça valeu a primeira dobradinha da história. Na época seguinte (1960/61), a conquista de mais um campeonato vale à Juventus a atribuição da Stella d´Oro al Merito Sportivo [Estrela d´Ouro de Mérito Desportivo]. Um prémio atribuído pela primeira vez a um clube que conquistasse mais de dez títulos. 
 
O assalto à Europa: os anos de Trap
 
A partir dessa época a orgulhosa estrela passou a encimar o emblema juventino. Ainda nesse ano, para engrandecer ainda mais a história bianconera, Sivori torna-se o primeiro jogador do clube a vencer o prémio de melhor jogador da Europa.
 
Com Helénio Herrera a comandar a equipa o título só volta a Turim em 1966/67. Na Europa consegue chegar a duas finais da Taça das Cidades com Feiras - contra o Ferencvaros em 1965 e o Leeds United em 1971, mas perde em ambas as ocasiões. 
 
Os scudettos voltariam em 1971/72 e 1972/73. Os campeonatos e taças sucedem-se durante a década de 70, mas a vitória mais marcante desse periodo foi a conquista do primeiro troféu europeu do palmarés juventino: a Taça UEFA conquistada em 1976/77.
 
Em 1976/77 Giovanni Trapattoni torna-se o treinador de um grupo de eleição composto por jogadores como Zoff, Gentile, Scirea, Cabrini, Tardelli, Boninsegna e Bettega. O Scudetto e a UEFA conquistada nesse ano foram apenas o começo de uma era dourada... 
 
Na segunda época de Trap ao leme dos bianconeri, trouxe um novo campeonato e uma presença na meia-final da Taça dos Campeões. Um bom augúrio para o que se avizinhava.
 
O décimo nono Scudetto chega em 1980/81, na época seguinte conquista a segunda dobradinha da sua história e recebe a segunda estrela de ouro para usar no emblema. 
 
Com o objectivo de levar a Juventus ao topo do futebol europeu, são contratados jogadores de inegável craveira como Paolo Rossi, Michel Platini e o polaco Zbigniew Boniek.
 
Os resultados são imediatos e em 1983 o clube chega à sua primeira final da Taça dos Campeões. Mas contudo, no Estádio Olímpico de Atenas a Juventus cai por culpa do golo solitário de Felix Magath e perde a sua primeira oportunidade. 
 
Berna e Heysel: Platini rei da Europa
 
Na época seguinte a sorte voltou a sorrir à Juve, frente ao FC Porto em Berna por 2-1, os bianconeri conquistaram a Taça das Taças e embalaram para uma época de 1984-85 de ouro.
 
Primeiro conquistaram a Supertaça europeia e depois continuaram a senda do sucesso chegando à segunda final da Taça dos Campeões contra o Liverpool no Heysel Park em Bruxelas. 
 
Para a história ficou o desastre que ocorreu horas antes do encontro começar, quando os adeptos ingleses invadiram a zona do estádio destinada aos adeptos italianos. No pánico gerado, os adeptos italianos acabaram por fugir em direcção às grades, acabando por ser encurralados e muitos deles morreram esmagados com o peso da multidão. As 39 mortes e os mais de 600 feridos tornaram o desastre o Heysel  numa das maiores catástrofes da história do desporto mundial.
 
O futebol ficou de luto e a UEFA e a FIFA iniciaram um processo que levou a reforma completa dos sistemas de segurança nos estádios de futebol  - obrigatoriadade de lugares sentados, eliminação das vedações - e os clubes ingleses foram banidos das competições europeias.
 
Dentro de campo, num jogo que inexplicavelmente não foi adiado, a Juventus foi superior e venceu com um golo apontado por Platini na marcação de uma grande penalidade.
 
Foi um ano de sucessos para os bianconeri, o ano de 1985. Depois da conquista da Taça dos Campeões, Platini recebeu o prémio destinado ao melhor jogador europeu pelo terceiro ano consecutivo , enquanto mais tarde, no final do ano a Juventus conquistou a Taça Intercontinental, tornando-se o primeiro clube europeu (e único até agora) a conquistar todos os troféus internacionais (Taça dos Campeões, Taça das Taças, Taça UEFA, Supertaça e Taça Intercontinental), por tal feito recebeu um prémio especial da UEFA.
 
No fim dessa época Giovanni Trapattoni deixou o comando da Juventus e na época seguinte seria a vez de Platini abandonar a carreira. A Juventus e o futebol italiano entravam numa nova fase.
 
Em Milão Berlusconi criava uma "máquina" holandesa com Gullit, Van Basten e Rijkaard no AC Milan, enquanto o Inter criava uma versão alemã com Matthäus, Klinsmann e Brehme. Mais a sul o Nápoles de Maradona encantava.
 
A Juventus atravessava um deserto de sucessos que só terminaria com a chegada de um novo timoneiro que conduziria o clube a mais um rol de sucessos: Marcello Lippi.
 
Entretanto em 1990, aquando da realização do mundial em Itália, a Vecchia Signora muda-se para o Stadio Dell Alpi.
 
Lippi e a segunda Champions
 
Lippi toma o comando da squadra em 1994/95 e logo na estreia volta a conduzir a Juventus a mais uma «dobradinha» com ajuda preciosa de Roberto Baggio. No ano seguinte, já sem Baggio, mas com jogadores como Paulo Sousa, Deschamps, Vialli, Del Piero e Ravanelli a Juventus conquista em Roma a sua segunda Liga dos Campeões batendo o Ajax, campeão em título, após o desempate através de grandes penalidades.
 
Chegados entretanto a Turim, Zinedine Zidane, Filippo Inzaghi e Edgar Davids, ajudaram a Juventus a conquistar a Supertaça europeia e a Taça Intercontinental, além de  nova presença na final da Liga dos Campeões.
Contudo em Munique foram incapazes de defender o título o conquistado um ano antes e perderam com o Borussia de Dortmund (1x3).
 
No ano seguinte a Juventus voltou ao grande jogo, para perder novamente, desta vez com o Real de Madrid.
 
Apesar dos desaires europeus, a nível interno os sucessos continuavam. Depois do título conquistado em 1994/95, regressaram os títulos em 1996/97 e 1997/98.
 
Depois de uma breve passagem pelo Inter, Lippi regressa a Turim para levar a Juve a mais dois Scudettos em 2001/02 e 2002/03, numa equipa já sem Zidane, entretanto saído para Madrid, mas que contava com Buffon, Lilian Thuram, David Trézéguet e Pavel Nedvěd como principais referências.
 
Capello, Calciopolis e um novo começo...
 
Depois do consulado de Lippi, chegou a vez de Fabio Capello. Chegado em 2004 conduziu o clube a mais dois títulos da Serie A. Contudo, em Maio de 2006 a Juventus viu-se incluída juntamente com outros clubes no caso Calciopoli. O clube foi formalmente acusado de manipulação de resultados e viu-lhe serem retirados os campeonatos de 2005 e 2006 como punição. 
O castigo implicou ainda a despromoção à Serie B, obrigando a que a Juventus pela primeira vez não participasse na 1ª Divisão.
 
Algumas das principais estrelas como Thuram, Zlatan Ibrahimović e Fabio Cannavaro abandonaram o clube, mas Del Piero e Nedvěd continuaram em Turim e ajudaram a Vecchia Signora a vencer a Serie B.
 
Depois do regresso ao convívio dos grandes, a Juventus não voltou a exibir a mesma capacidade de anos anteriores. Sempre longe da disputa do título assistiu impotentemente à ascensão do Inter como potência do futebol italiano.
 
Os bianconeri quedaram-se por participações "descoloridas", acabando inclusive duas épocas seguidas na 7ª posição, a última das quais valeu a não participação nas competições europeias.
 
Após anos de incontáveis sucessos que permitiram um palmarés invejável e que granjearam à Juventus a maior massa associativa do país, a "namorada de Itália" encontra-se num novo período de refundação, pretendendo recuperar o tempo perdido para os rivais de Milão e recuperar a imagem que saiu fortemente manchada pelo Calciopoli.
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