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Gdansk

2012/03/06 12:28
Texto por João Pedro Silveira
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De Napoleão a Hitler, passando por Estaline, Gdansk sempre foi palco de cobiça e desejo pelos grandes senhores do continente. A sua história está marcada por sangue, revoluções, protestos; mas houve um tempo que foi uma cidade de comércio, que do seu porto partiam barcos que cruzavam o Báltico até ao Mar do Norte, circundando a Península Ibérica chegavam ao Mediterrâneo. Com o dinheiro do negócio chegou a arte, a cultura, as igrejas foram renovadas, artistas foram convidados e as riquezas desembarcavam regularmente no cais ao longo do movimentado Vístula.

Napoleão Bonaparte, o General e Imperador dos franceses, afirmou um dia que Gdansk era a chave para tudo. Algo que foi  comprovado pelos cerca de mil anos de história tumultuosa, e muita das vezes sangrenta, da cidade marítima, conhecida até ao fim da II Guerra Mundial como Danzig.

As marcas da história
 
Banhada pelo Vístula, o braço de água, o Nilo da Polónia, que desagua poucos quilómetros a norte nas águas frias do Báltico, Gdansk é uma das mais belas cidades do norte da Europa, com os seus belos edifícios e uma história rica com mais de mil anos que recua aos tempos da ordem dos cavaleiros teutónicos e da Liga Hanseática.
 
Gdansk foi quase totalmente arrasada durante a II Guerra Mundial.
A velha Danzig foi palco dos primeiros tiros da II Guerra Mundial, e foi nas suas ruas que o movimento Solidariedade encabeçado por Lech Walesa iniciou a contestação ao regime comunista.
 
Não surpreende que passear por Gdansk seja uma forma de passear pela história conturbada do país, das constantes mudanças de mãos a que a Polónia esteve sujeita, até aos desmandos do nazismo e a opressão do regime comunista.
 
O apelo do mar
 
Foi na confluência do Motlawa e do Vístula, entre o mar e as colinas densamente arborizadas que nasceu o «porto da Polónia», durante anos, o único acesso do país ao mar. Aqui os marinheiros das vizinhas cidades alemãs e suecas, mas também comerciantes russos, lituanos, letões, estónios, dinamarqueses, traziam os seus produtos e montavam os seus armazéns para trocas com os locais.
Sempre ligada ao mar, como membro da Liga Hanseática, a cidade ftinha contactos regulares com os mais diversos portos da Europa, alguns tão distantes como Lisboa ou Sevilha, ou até mesmo Alexandria ou Constantinopla.

A Grua de Gdansk: um exemplo raro na arquitetura europeia deste tipo de edifício dedicado ao comércio ribeirinho.
Não é portanto de estranhar que as principais atrações de Gdansk datem da época hanseática e, que seja muito fácil encontrar semelhanças com a arquitetura alemã, flamenga ou escandinava, marcas do legado histórico que o cruzamento destes povos trouxe a Gdansk, dando uma aura marcadamente nórdica e germânica à fisionomia da cidade.

Destruída durante a II Guerra Mundial, muito da sua imponência, se deve às inúmeras reconstruções levadas a cabo nos últimos 60 anos. Os principais edifícios históricos encontram-se no centro, aonde pode aceder de autocarro e elétrico até à Dworzec Glowny (estação principal), à Brama Wyzynna (Porta da Montanha) ou à Podwale Przedmiejskie, e caminhar a pé a partir daí.

 
Canal Raduna e a Grua
 
Poderá começar o passeio em redor do Canal Raduna (300 metros a sul da estação principal), onde sobrevivem alguns edifícios de outras eras. Aí poderá admirar a antiga Câmara Municipal, o Grande Moinho e a Igreja de Santa Catarina.
 
Atravessando a Podwale Staromiejskie em direção à Igreja de Santa Maria, um dos ícones da cidade, pode visitar o Arsenal e a velha Capela Real, além da Igreja de Santa Brígida, da Ulica Mariacka, considerada a Rua mais bonita da cidade, estendendo-se da Igreja de Santa Maria até à Porta Mariacka, no cais fluvial. Ali perto poderá também observar a Grua de Gdansk, ícone da cidade, um dos mais belos edifícios da cidade e uma estrutura medieval quase única no país e na Europa.
 
À volta de Néptuno: Dlugi Targ e a Dluga 
 
A Fonte de Neptuno na central Dlugi Targ, a Praça onde pulsa o coração da cidade.
A dois passos fica a Dlugi Targ com a sua casa dourada e a Fonte de Neptuno, o ex-líbris de Gdansk, se continuar o passeio em direção à Porta da Montanha, cruzara a Dluga, uma das artérias mais características da cidade onde pode encontrar a Torre da Prisão e as casas de São Jorge e Uphagen; se seguir em direção à Porta Verde, chegara às margens do Motlawa, onde poderá seguir o seu curso subindo a Dlugie Pobrzeze, ou atravessar a ponte para a Ilha de Spichlerze e daí subir em direção ao Museu Central da Marinha, onde poderá conhecer melhor a história naval e dos estaleiros do principal porto do país.
Mais longe, junto ao mar, ficam os locais históricos da luta do Solidariedade, ou o local onde foram disparados os primeiros tiros da II Guerra Mundial, talvez a mais triste contribuição da cidade para a história da humanidade...

Oprincipais edifícios históricos encontram-se no centro, aonde pode aceder de autocarro e elétrico até à Dworzec Glowny (estação principal), à Brama Wyzynna (Porta da Montanha) ou à Podwale Przedmiejskie, e caminhar a pé a partir daí.
 
Poderá começar o passeio em redor do Canal Raduna, onde sobrevivem alguns edifícios de outras eras. Aí poderá admirar a antiga Câmara Municipal, o Grande Moinho e a Igreja de Santa Catarina.
Atravessando a Podwale Staromiejskie em direção à Igreja de Santa Maria, um dos ícones da cidade, pode visitar o Arsenal e a velha Capela Real.
 
A dois passos fica a Dlugi Targ com a sua casa dourada e a Fonte de Neptuno, o ex-líbris de Gdansk, continuando o passeio em direção à Porta da Montanha, cruzara a Dluga, uma das artérias mais características da cidade onde pode encontrar a Torre da Prisão e as casas de São Jorge e Uphagen. 
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