história
Evolução do Jogo

Quando ser «internacional» valia um boné

Texto por João Pedro Silveira
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As ilustrações que chegaram aos nossos dias, do primeiro encontro internacional entre seleções de futebol, disputado em Partick na Escócia, a 30 de novembro de 1872, mostram os jogadores da Escócia com um género de gorro usado pelos futebolistas então, enquanto os ingleses jogam com os «caps».

Nesses tempos, ainda não estava convencionada a utilização de uniformes distintos pelas duas equipas e eram as diferentes cores dos «caps» que distinguiam uma equipa da outra. 
 
Ilustração representando vários momentos do primeiro encontro internacional de seleções. O Escócia x Inglaterra (0x0) que teve lugar a 30 de novembro de 1872.
Seria o inglês N. Lane 'Pa' Jackson, fundador do mítico Corinthian FC, que então era Secretário Honorário da Football Association (1) a propor que cada jogador que jogasse pela seleção inglesa recebesse um boné branco com um rosa bordada, como prémio pela distinção de jogar pela Inglaterra. A proposta foi oficialmente aceite a 10 de maio de 1886 pela Football Association (FA). Na proposta apresentada por Jackson podia ler-se:
 
Todos os jogadores que a partir de agora joguem partidos internacionais pela Inglaterra usarão um boné de seda branca com uma rosa vermelha bordada na parte da frente. Estas se denominarão como «bonés internacionais» (2).
 
O uso do «cap» estendeu-se rapidamente a outras seleções como a Escócia, Irlanda ou Gales, e com tempo saiu das ilhas britânicas e deixou de ser um exclusivo do futebol, passando a ser usado também no râguebi e no críquete. 
 
Com o passar do tempo, deixou de ser hábito oferecer um boné aos que ganhavam uma internacionalização, mas a palavra «cap» continuou a ser usada em inglês para referir uma internacionalização.
 
Cap de um jogo internacional entre a Escócia e a Inglaterra, disputado em 1893.
Nos nossos dias, o boné só é oferecido a quem chegar às 100 internacionalizações, depois de há poucos anos, a UEFA ter recuperado a tradição de homenagear os «centenários» com a oferta de um «cap». Em Portugal, Cristiano Ronaldo foi o primeiro a ser premiado com tal distinção, mas também Luís Figo e Fernando Couto já anteriormente tinham ultrapassado a mítica marca.
 
A nível internacional, o destaque vai todo para o egípcio Ahmed Hassan que detém o recorde mundial com 184 internacionalizações, obtidas entre 29 de dezembro de 1995 e 1 de junho de 2012. Se ainda estivéssemos nos tempos de 'Pa' Jackson, Hassan por certo que ia precisar de muitas gavetas onde guardar tanto boné...
 
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(1) - Football Association (FA) - A Federação Inglesa de Futebol.
(2) - «International caps» no original.
El o la futbolista con mayor número de internacionalidades es la americana Kristine Lilly con un total de 350 apariciones con su selección nacional.4 En hombres, el récord lo posee el egipcio Ahmed Hassan que sobrepasó el 27 de marzo de 2012 las 178 internacionalidades del saudí Mohamed Al-Deayea, mientras que el primer jugador en llegar a los 100 partidos fue el inglés Billy Wright para un total de 105, en los cuales 90 fue el capitán del equipo.4Las antiguas ilustraciones sobre el primer enfrentamiento internacional entre dos selecciones de fútbol, el disputado por Inglaterra y Escocia, muestran a unos jugadores escoceses jugando con unas cogullas para diferenciarse de los jugadores ingleses, que portaban los citados casquetes. Tal práctica fue aprobada oficialmente el 10 de mayo de 1886 por The Football Association después de la propuesta hecha por el fundador del mítico equipo inglés del Corinthian, N. Lane Jackson:
"Todos los jugadores que en adelante jueguen partidos internacionales con Inglaterra portarán una gorra de seda blanca con una rosa roja bordada en el frente. Éstas se denominarán "Gorras internacionales" (International Caps)."3
Su uso se extendió rápidamente, y a pesar de que con el tiempo se perdería la costumbre de otorgar dicha gorra, el uso de la palabra "cap" para referirse a la internacionalidad sigue aún vigente.
En su lugar, es otorgada una de forma simbólica cuando un jugador alcanza un determinado número de encuentros. De ahí nace la expresión de decir que un jugador posee tantas "caps", o que ha sido "capeado" tantas otras. En la cultura de habla hispana no está extendido el término, y nunca llegó a usarse, mientras que para referirse a él, se usa simplemente la palabra internacionalidad junto con su adjetivo internacional, o en su defecto, apariciones.
Sin embargo, debido a la tradición inglesa en el fútbol, se produjo una excepción que aún se mantiene, cuando en los últimos años la UEFA adoptó la medida de entregar una "cap" a todo jugador que llegase a los 100 partidos, como reconocimiento mundial. A tal cifra llegó el jugador español Raúl González motivo por el que le fue entregada una.3
[editar]Récords
El o la futbolista con mayor número de internacionalidades es la americana Kristine Lilly con un total de 350 apariciones con su selección nacional.4 En hombres, el récord lo posee el egipcio Ahmed Hassan que sobrepasó el 27 de marzo de 2012 las 178 internacionalidades del saudí Mohamed Al-Deayea, mientras que el primer jugador en llegar a los 100 partidos fue el inglés Billy Wright para un total de 105, en los cuales 90 fue el capitán del equipo.4
Comentários (3)
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motivo:
mais uma curiosidade. . .
2013-10-16 17h28m por faltinhas
. . . para o baú

sabia que esta coisa dos chapéus era antiga, mas não conhecia a história.

muito bom!
PE
Interessante
2013-10-07 19h02m por pedgouv
Muito interessante, não fazia ideia! :)
ZE
Gostei
2013-10-04 14h02m por ZequinhaBetFold
Deste artigo. . . Parabéns.
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