história

A Reconquista

Texto por Jorge Ferreira Fernandes
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Expressão (ou hashtag, que já vivemos numa outra era) de ordem à partida para 2018/2019, a Reconquista virou mesmo realidade. O Benfica, que parecia perdido para o título a meio da época, recuperou sete pontos ao campeão e garantiu o 37, numa grande demonstração de competência da grande figura da temporada desportiva, Bruno Lage. 

Os sinais negativos da terceira temporada de Rui Vitória invadiram a caminhada encarnada rumo à recuperação do caneco. O técnico, bicampeão no estádio da Luz, foi afastado do lugar, tendo Vieira, depois de mais ou menos luz e escuridão, apostado em Bruno Lage, até então o comandante da equipa B. Não se pode dizer que tenha sido das piores decisões do líder benfiquista. 

Lage, que tinha um calendário bastante complicado, cumpriu a tarefa com distinção, vencendo nos terrenos de Vitória de Guimarães, FC Porto, Rio Ave, Sporting, Moreirense e Braga (os dois últimos com direito a goleada). Depois de ter visto o rival perder pontos em deslocações nortenhas consecutivas, as Águias consumaram a ultrapassagem no Dragão, com uma vitória cheia de personalidade.

Até ao fim, e com os miúdos Ferro, Florentino e, principalmente, João Félix - o jovem português brilhou, tendo chegado à marca das duas dezenas de golos na primeira temporada sénior - em grande, as Águias perderam apenas um par de pontos. O resultado? «O campeão voltou» a ecoar nas bancadas da Luz.  

Dragão ferido, Leão recuperado

Em qualquer Liga, se há um vencedor único, há, pelo menos, dois derrotados. Mas até é um pouco exagerado associar termo tão negativo às temporadas de FC Porto e, principalmente, de Sporting

No Dragão, apesar das escorregadelas na segunda volta, fez-se de tudo para conquistar títulos. Os 85 pontos seriam, em teoria, suficientes para o bi, mas o único empate de Bruno Lage em quase duas dezenas de partidas atirou a equipa de Conceição para o segundo posto final. Há vencidos e vencidos...

Em Alvalade, a solução para um verão Quente no início da época passou por uma Comissão de Gestão, presidida por Sousa Cintra, e por um técnico já conhecedor da casa, José Peseiro. Entretanto, entrou Varandas, que mudou a identidade ao escolher Keizer para liderar a equipa. Houve irregularidade, é certo, mas foram conquistados dois troféus, ambos nas grandes penalidades e perante o FC Porto. Saldo mais do que positivo, portanto, com o carimbo de um craque de nível mundial, Bruno Fernandes. 

Não seria justo ignorar nesta equação o Sporting de Braga, equipa que chegou a lutar pela liderança e que acaba a Liga num algo frustrante quarto posto. Os Guerreiros do Minho demonstraram qualidade de jogo na primeira volta, incapacidade para fazer frente aos grandes em fases decisivas, tendo a fase final sido particularmente medíocre. 

Um valente Moreira, um pobre Feirense e...Tondela 3.0

Falar na Liga 2018/2019 é falar, também, de um grande Moreirense, equipa revelação capaz de fintar as dificuldades, apresentar qualidade de jogo, permanecer em zonas europeias durante boa parte da época e valorizar jogadores e, principalmente, mais um jovem treinador, Ivo Vieira, outra grande figura da época. 

O quinto lugar, contudo, e, permita-nos a análise mais objetiva, com alguma injustiça pelo meio, foi parar ao vizinho Vitória de Guimarães, comandado por Luís Castro. Os vimaranenses tiveram excelentes momentos, mas o rendimento fora de casa impediu uma época mais consistente, tendo, ainda assim, o lugar europeu sido confirmado no canto do cisne. 

O Tondela, orientado por Pepa, voltou a viver uma época de muito sofrimento. Pelo terceiro ano, os beirões precisaram de um triunfo na derradeira jornada para assegurar manutenção. Calhou a fava ao Chaves, desta vez, numa Liga que teve como restantes despromovidos um Nacional muito incompetente do ponto de vista defensivo e um Feirense recordista...mas pelos maus motivos. 

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