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Portugueses lá fora
entrevista
Treinador português está há quatro anos no Catar

A volta ao mundo de Capela: «Tenho feito um percurso a pulso»

2018/07/12 19:01
Texto por Rodrigo Coimbra
E0
© Arquivo Pessoal
qEm Portugal há muita qualidade, há gente bem formada e uma competitividade enorme. Não me posso queixar, mas claro que gostava de trabalhar em Portugal. Antes era um objetivo, agora nem tanto...
Rui Capela, treinador português do Al-Khor B
Quatro continentes. Seis países. Rui Capela é um cidadão do Mundo. O treinador português de 49 anos deixou Portugal em 2011 para cumprir um dos maiores objetivos - ser treinador principal numa equipa sénior - e ainda não 'regressou'. Após nove anos dedicados à coordenação técnica em clubes no Sul do país, Capela viu uma janela de oportunidade no estrangeiro. Arriscou. E tem sido feliz no seu projeto de vida.

O Paraguai é o primeiro destino desta 'volta ao Mundo' com Capela. Com bons trabalhos na coordenação técnica em Portugal, nunca surgiu uma oportunidade de abraçar uma experiência como treinador, apesar de, como refere, ter treinado sempre nas camadas jovens nos clubes por onde passou. Queria mais. Tinha competências para abraçar uma nova etapa.

«O que me fez mudar de ares foi o facto de já ter trabalhado em vários clubes em Portugal e nunca me ter sido dada a oportunidade para treinar. No Paraguai foi-me dito que pegaria na equipa principal na primeira liga, além de assumir a coordenação técnica. Foi muito aliciante. Não me fez olhar para trás, pois tinha a possibilidade de começar uma carreira de treinador já que em Portugal estava difícil», conta Rui Capela, em conversa com o zerozero, a partir de Khor, no Catar.

Capela
3 de Febrero
2010/2011

34 Jogos
7 Vitórias
9 Empates
18 Derrotas

35 Golos
54 Golos sofridos

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«Fui encontrar um clube que se queria organizar e que queria ter projeção no Paraguai. Não foi fácil no início. Foi um impacto tremendo no futebol profissional, mas adaptei-me muito bem. Acabei por realizar três temporadas que do meu ponto de vista foram excelentes e que me fizeram crescer como ser humano, treinador e profissional. Foi uma mudança feliz», resume.

Deixou a sua marca. Rui Capela comandou os sub-18 do 3 de Febrero ao título e ainda conquistou um Torneio Internacional em Santa Catarina, no Brasil, com os sub-17, naquele que seria o primeiro título internacional conquistado pelo emblema paraguaio. Fechou-se um ciclo.

Primeiro português a treinar no Bangladesh

Após três temporadas de relativo sucesso no Paraguai, o treinador luso considerou que era altura de mudar de capítulo. Da América do Sul para o continente asiático. Do Paraguai para o Bangladesh. Rui Capela aceitou o repto lançado pelo histórico Mohammedan SC, um dos clubes mais representativos e titulados do país, para ajudar a reerguer um 'gigante adormecido'.

Rui Capela trabalhou uma temporada no Bangladesh ©Arquivo Pessoal
«Houve a possibilidade de ir para a Ásia depois de ter completado um ciclo no 3 de Febrero. Terminado esse projeto, surgiu a oportunidade de treinar numa primeira liga e não hesitei. Foi uma mudança radical no sentido de eu querer treinar. Fui sempre conotado como um bom coordenador, mas a minha grande ambição era realmente treinar, desde 2001. Por melhor que fizesse as coisas, normalmente era visto apenas como um coordenador técnico. Quis distanciar-me e assumir a pasta do treino e no Mohammedan tive essa oportunidade», explica.

A etapa foi curta, muito por culpa das condições financeiras deficitárias, que dificultaram o trabalho do treinador português, mas o suficiente para conquistar um título que fugia há vários anos do Mohammedan. «Uma vitória pessoal e da massa adepta.»

«Não digo que foi excelente porque podia ser melhor. Foi bom ganhar a Taça do Bangladesh num clube gigantesco a passar por uma crise. A adaptação não foi fácil e posso assumir que foi o clube onde tive mais dificuldades. Muito difícil. Difícil criar o cunho pessoal, trânsito caótico, comida e mentalidade diferentes... Não foi fácil, mas dentro das dificuldades consegui ter êxito», avalia.

Finda a etapa no Bangladesh, hora de 'apanhar o voo' até ao continente africano. Marrocos.

Rui Capela deixou Portugal em 2011 para abraçar uma carreira internacional ©Arquivo Pessoal

Marrocos e Lituânia antes de regressar à Ásia

Rui Capela estava em Portugal a gozar um período de férias quando recebeu um convite para regressar ao trabalho. Não era para treinar, é certo, mas era um convite irrecusável para trabalhar na coordenação do Wydad, de Casablanca, clube mais titulado de Marrocos.

«Confesso que fiquei reticente em aceitar, pois era para a coordenação técnica outra vez. Mas por vezes há a necessidade de voltar ao trabalho, em termos profissionais e económicos. Nunca se pode dizer desta água não beberei. Voltei para a área na coordenação técnica, até porque não podia dizer que não a um grande clube», explica ao nosso portal.

«Não terminei a temporada lá porque surgiu um convite para voltar a treinar, mas considero que fui campeão de Marrocos e foi mais uma vitória porque fizemos um excelente trabalho na formação, com alguns jogadores a serem chamados à seleção», justifica.

A jornada em Marrocos terminou então de forma prematura, muito por culpa de um convite para voltar a trabalhar como treinador no FK Kruoja Pakruojis. Apertem os cintos que o avião vai arrancar até à Lituânia.

«O grupo empresarial que me contactou prometeu que ia fazer um investimento forte e queria lutar pelo título. Trabalhei os primeiros dois meses e os jogadores não receberam e não vieram reforços. Tive uma reunião com eles e disse que se não pagassem aos jogadores não havia condições. Esperei mais uns dias, não concretizaram as coisas e bati com a porta num clube onde esperava fazer bom trabalho. Os dirigentes ainda pediram para não sair, mas não tinha condições... Não recebi um salário em quase três meses e provou-se que tinha razão. O clube fechou as portas nesse ano», recorda.

O presente no Catar e o futuro...

«Há males que vêm por bem». É desta forma que Rui Capela descreve a saída da Lituânia. Tudo porque praticamente na mesma altura abriram as vagas em Portugal para o UEFA Pro e o treinador teve a oportunidade de concluir o 4.º e último nível de treinador. O resto o treinador conta... Mas vamos ter de viajar de novo até à Ásia.

Rui Capela já trabalhou em quatro continentes ©Arquivo Pessoal
«Terminei o curso com sucesso e nesse curso conheci algumas pessoas que me falaram do mundo árabe. Enviei currículo e felizmente o meu currículo foi selecionado. Fiquei muito feliz. O meu interregno foi de dois meses e felizmente tive a possibilidade de ser escolhido para um projeto diferenciador no Catar, num país com potencial enorme», confidencia.

«Aqui o trabalho é feito de semana a semana, mês a mês... Não é fácil trabalhar no Golfo Pérsico e eu felizmente vou para o quarto ano. Estou a fazer aquilo de que gosto, estou com 49 anos, estou a trabalhar para atingir outro nível, não escondo essa ambição natural de progredir. Vou dar o meu melhor sempre para poder progredir nesta carreira extremamente difícil e complicada», sustenta.

quatro anos na equipa de sub-23 do Al-Khor, Capela conta-nos como é trabalhar num país que vai receber o próximo Campeonato do Mundo, em 2022.

«O Catar tem tudo o que um treinador pode almejar. Em termos económicos é acima da média, condições muito boas, sempre dois/três campos para trabalhar, posto médico bem apetrechado e ginásios com tudo o que há de melhor. Todas as condições são excelentes», considera, enumerando em seguida a maior dificuldade.

«Há um grande défice de atletas porque é um pais pequeno. Nas equipas «bês» normalmente não podem jogar estrangeiros e no nosso clube temos algumas dificuldades em arranjar novos jogadores para a formação e isso enaltece o esforço do nosso trabalho perante equipas que têm mais facilidade», explica.

Capela vai para o quarto ano no Al-Khor, do Catar ©Arquivo Pessoal

«Estou apto para qualquer projeto neste momento»

Estamos a chegar ao fim da nossa viagem. No meio de tantos projetos e desafios, será que Rui Capela sente qualquer tipo de mágoa pela falta de oportunidades em Portugal?

«Em Portugal há muita qualidade, há gente bem formada e uma competitividade enorme. Não me posso queixar, mas claro que gostava de trabalhar em Portugal. Mas, antes era um objetivo, agora nem tanto. Neste momento estou apto para qualquer projeto. São já 18 anos e acho que não vou ficar por aqui. Ambição controlada e tenho objetivos a curto prazo», esclarece.

Capela conquistou Torneio Internacional com os sub-17 do 3 de Febrero, do Paraguai ©Arquivo Pessoal
«Já trabalhei em quatro continentes e sempre em clubes de primeira liga e isso deixa-me realizado. Do nada conseguimos atingir alguns objetivos que no principio não temos essa ideia. Tenho feito um percurso a pulso. Não escondo que gostava de trabalhar na América Central para fazer a quinta confederação. Seria fantástico», aponta.

E o que gostaria de contar ao zerozero daqui a um ano? «Gostava de lhe dizer que tinha dado um passo em frente neste trajeto e possivelmente estar a lutar por alguma coisa em termos mais competitivos.»

Portugal
Capela
NomeRui José Capela Batista
Nascimento1969-05-06(49 anos)
Nacionalidade
Portugal
Portugal
FunçãoTreinador
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