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Maria Pavón recuperou o clube à beira da falência

Leganés: Um «negócio» de família de sucesso…Fruto de uma mulher

2018/03/08 15:47
Texto por Redação*
E3

*Isaque Peixoto

Dia 8 de março, dia Internacional da Mulher. O zerozero decidiu mostrar que o sucesso futebolístico chega também por obra de mulheres e no nosso país vizinho há um excelente exemplo disso. Veja a história.

O fenómeno de Leganés: É mais uma temporada no escalão principal, a segunda desde a sua fundação, e até eliminou o “todo-poderoso” Real Madrid nos quartos-de-final da Taça do Rei. Nascido na metrópole de Madrid, em 1928, podia até ser “mais um” no meio dos monstros de Madrid, mas não o é, de todo. Tal como Rayo Vallecano e Getafe, por exemplo, o Leganés é, à semelhança dos dois, um clube que não vive à sombra de nenhuma equipa. Tudo se deve à mentalidade regionalista e bairrista de Espanha que contribui para um bom espetáculo dentro e fora dos relvados.

Mas não é isso que interessa. Surgiu-nos a curiosidade de investigar como e onde provém este sucesso tão recente. Um trabalho realizado por uma mulher que está a dar frutos, uma autêntica estória que vai ficar para a história do clube. Palavra chave? Algo que os portugueses estão bem habituados, devido ao nosso passado recente: Austeridade. Já vamos conhecer as razões.

A “mãe” de Leganés

©CD Leganés
A grande protagonista deste feito é María Victoria Pavón. Um nome que provavelmente não diz nada ao povo luso, mas para as pessoas de Leganés tem importância, e muita. Conseguiu levantar o clube da cidade onde nasceu, algo que ninguém acreditava há 8 anos, com métodos bastantes rigorosos que foram a base de todo o sucesso. E o legado começou precisamente em 2008/2009: O clube estava mergulhado numa crise interna, com salários em atraso e uma dívida a rondar o milhão de euros.  Ninguém dava nada por esta modesta equipa que militava os escalões inferiores, existindo apenas investidores locais muito limitados que adquiriam partes do clube para sustentar o que era totalmente insustentável.

Graças à “mãe” (como é apelidada pelos adeptos), deu-se a reviravolta na coisa: Rúben Fernandéz (ex-presidente) passou o clube para Felipe Moreno Romero na temporada 2008/2009, empresário e marido de Victoria, que por sua vez, nomeou a mulher ao cargo de presidente. Ambos colocaram de lado o seu cargo de gerência no negócio de imobiliário que compartilhavam e aventuraram-se num projecto que era um autêntico “buraco sem fim”. No entanto, foi criado ali um “negócio de família”: cercou-se de pessoas que confiava, tudo pessoal próximo (desde do filho à própria irmã), uma estratégia que pelos vistos resultou na perfeição. Mas não ficamos por aqui: Foi ela quem tem promovido ao longo da sua estadia uma política de comunicação para recuperar a massa associativa na cidade, que já aparentava ter “desistido” do clube. Um clube que até passou por lá Samuel Eto’o, imagine só. 

Apesar de um projeto bem-sucedido, nada surgiu da noite para o dia. Foi no terceiro escalão que a equipa madrilena permaneceu durante 5 anos após a sua entrada, apesar de presenciar uma consistência na parte superior da tabela classificativa durante essas temporadas. Foi um processo demorado, que a médio prazo deu frutos de um grande esforço interno. Em 2010/11 surge pela primeira vez nos play-off de promoção para a Liga Adelante, onde foi logo eliminado na 1ª fase no encontro frente ao Badalona (perdeu 1x2 na primeira mão e venceu 1x0 na segunda). Foi o inicio da pressão para rumar à segunda liga: O “projeto” começou a ter pernas para andar e os patamares de exigência foram aumentando gradualmente. Dois anos depois, na temporada 2012/13, após o grande sucesso na fase regular ao ocupar a 2ª posição da serie “G1”, foi novamente na primeira fase dos play-offs que ditou a eliminação do Leganés, desta vez pelo Lleida Esportiu, pela margem mínima (3x2), no total das duas mãos.

A sorte não estava no lado dos Pepineros e morava a ansiedade de voltar ao segundo escalão, coisa que já não acontecia desde 2004: precisamente quando os problemas financeiros começaram a surgir. Mas a persistência era a alma da conquista desportiva, e foi no ano seguinte (2013/2014) que, finalmente, o Leganés voltou aos campeonatos profissionais com uma vitória na fase final dos play-offs por 2x1 (1x0 na primeira mão e 1x1 na segunda), frente ao CE L´Hospitalet.

Tanto em tão pouco tempo: Foi feita História!

Festa da subida à Primeira Liga no final da época 15/16 ©CD Leganés
Não foi preciso muito tempo para o sonho se tornar realidade. Isso mesmo, o Leganés fez história por mãos femininas: Foi em 2015/2016, ao ocupar a segunda posição na Liga Adelante (equivalente à segunda divisão) que o Lega ascendeu à tão desejada primeira divisão de Espanha, apenas a um ponto do campeão basco, Alavés. Foi uma temporada de conquista e superação e mostrou-se que tudo é possível com «determinação e ambição». Sim, foram mesmo essas as palavras usadas pela presidente.

O clube cumpre a sua temporada consecutiva na primeira divisão, as únicas presenças na sua biografia: A primeira envolveu bastante sofrimento para a manutenção (17º lugar a quatro pontos da descida); a segunda e atual, um pouco o oposto. A formação orientada por Asier Garitano conta com 33 pontos à jornada 27 e está tudo pronto para voltar a fazer história na cidade de Leganés, deixando cerca de 190 mil pessoas orgulhosas do seu clube. É destes momentos de superação que o futebol precisa, e este, não é caso único de certeza.   

Austeridade foi a chave do sucesso

No nosso país vizinho, clubes com problemas financeiros é o “pão nosso”, podendo até destacar vários casos nesta última década: La Corunha, Bétis, Málaga, Racing Santander, Zaragoza, Mallorca e Levante. Poucos exemplos face à quantidade que existe num oásis dominado pelo Real Madrid e Barcelona. Alguns dos referidos recuperaram, outros ainda têm dificuldades, mas nenhum era um autêntico "desconhecido" no mundo do futebol como o Leganés.

«Quando chegamos à segunda divisão, tudo começou a ser diferente. Vamos para o futebol profissional e por consequência começamos a gerar mais dinheiro. Mas aí é que temos de gerir e não deitar o esforço fora. Se isso tudo compensa pessoalmente? É uma resposta difícil. É preciso muita dedicação e por muito tempo. Deixar de lado muitas coisas da vida em função do clube. Mas os acontecimentos nestes últimos anos compensaram todo o esforço, uma vez que crescemos e os frutos surgiram, com a promoção para a segunda e primeira divisão», realçou Maria Pavón, em entrevista ao El País.

Contudo, tudo isto foi fruto de uma palavra que os portugueses não querem ouvir: austeridade. Mas foi essa a fonte de todo este êxito desportivo e financeiro, de acordo com as palavras proferidas pela presidente do clube.

©CD Leganés

«O segredo foi a austeridade. Baixar todos os custos e fazer o que estava a falhar. Mas, acima de tudo, não gastar mais do que é necessário, nem um cêntimo. É muito difícil fazer um clube que não gera quase nada de renda sobreviver se não existir injeção de dinheiro», referiu.

«O Futebol é um mundo muito complicado de comandar, tudo é imprevisível. Nunca se sabe o que o que pode acontecer no futuro. Também é preciso sorte, principalmente nos negócios com os jogadores e treinadores. Mas também é preciso ter olho e saber escolher. Em todo o caso, o meu objetivo não é ganhar dinheiro com o futebol», acrescentou.

Maria Pavón é a única mulher que atualmente comanda um clube no principal escalão de Espanha, sendo uma demonstração de superação e sucesso. Segundo a mesma «é comum ver mulheres por todas as partes hoje em dia», e que «não existe qualquer descriminação em ser mulher e liderar um clube. É preciso ter em conta que durante anos o futebol tem sido um mundo muito masculino. Felizmente, isto está a mudar», terminou.

Uma prova viva que a evolução dos tempos traz coisas novas, para melhor, e este caso é um bom exemplo disso.  

Comentários (3)
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motivo:
TO
Zerozero. . .
2018-03-10 19h20m por torradeira1
têm mesmo que pagar um curso de revisão escrita a alguns dos vossos jornalistas. O posto de revisor de redação continua a fazer falta e isso continua a notar-se e cada vez mais! Até estava a gostar de ler este artigo, mas o jornalista tinha que "borrar" a pintura ao escrever "trás" quase no fim. É o verbo trazer. Também as vírgulas não fazem sentido nessa frase.
A Mulher e o Futebol
2018-03-08 19h45m por red_philosoraptor
Um bom exemplo de como as mulheres poderão também fazer parte da chefia deste mundo futebolístico.

Um artigo muito interessante do ZZ.
Leganés
2018-03-08 16h45m por eznihilofcpbmrda2
Grande iniciativa por parte desta senhora. Conseguiu erguer um clube de baixa qualidade a bons patamares.
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