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Segunda Liga
entrevista
Treinador do Leixões conversou com o zerozero

João Henriques: «A velha máxima d’Os Bebés do Mar está a voltar»

2017/11/14 12:00
Texto por Rodrigo Coimbra
E1
© Catarina Morais / Kapta +

12 de novembro de 2017. O Leixões recebe o Vitória SC B no Estádio do Mar e sai para o intervalo a perder por 0x2. Estava à vista a segunda derrota do emblema de Matosinhos desde que João Henriques assumiu as rédeas da equipa, algo que efetivamente não viria a concretizar-se graças a uma excelente resposta dos homens da casa na segunda parte do encontro em atraso da 12.ª jornada da Ledman LigaPro.

João Henriques
Ledman LigaPro 2017/2018

10 Jogos
6 Vitórias
3 Empates
1 Derrotas

15 Golos
9 Golos sofridos

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O Leixões conseguiu dar a volta ao guião e protagonizou uma reviravolta épica frente à formação secundária do Vitória (3x2) e somaria assim a nona vitória em casa... em nove jogos. Académico, Paços de Ferreira, Tondela e Académica são apenas algumas das equipas que não passaram no Estádio do Mar.

Depois de quatro temporadas em que a luta desenfreada pela manutenção foi uma realidade, há sinais de retoma de num histórico do futebol português. O empate no estádio do Dragão (0x0) foi apenas mais prova de que o gigante de Matosinhos está efetivamente a acordar.

Uma SAD que transmite confiança, um plantel bastante jovem e de enormíssima qualidade e um treinador que encontrou a oportunidade que tanto esperava. Estes são alguns dos ingredientes para este arranque surpreendente. O zerozero conversou com o técnico João Henriques para perceber o que mudou n'Os Bébés do Mar e até onde pode chegar o sonho desta equipa.

Leixões conseguiu dar a volta ao guião no encontro com o Vitória SC B ©Rogério Ferreira / Kapta+

«Estamos todos com os pés bem assentes no chão»

zerozero (ZZ): Falámos há pouco mais de um ano [recorde aqui] e na altura tinha acabado de subir o Fátima das distritais ao Campeonato de Portugal. Agora está na segunda liga com o Leixões e nos primeiros lugares. O que mudou desde a última conversa e o que proporcionou tudo isto?

João Henriques (JH): Não mudou grande coisa. Foi dada a oportunidade nos campeonatos profissionais que já esperava há algum tempo para mostrar o trabalho e as coisas felizmente têm estado a correr bem. Os resultados são a parte visível do trabalho que está a ser desenvolvido. Mas desde o início da época que temos feito um trabalho extremamente competente, estruturado e condizente com o projeto que a SAD se propõe a implementar aqui no Leixões.

ZZ: A SAD assume então um importante papel nestes bons resultados? Tem dado todas as condições para o João fazer um bom trabalho?

JH: Sem dúvida. A estrutura dá estabilidade a todos os intervenientes para fazerem o seu papel da melhor forma, dando as melhores condições possíveis para que depois os resultados sejam aqueles que têm sido. Depois, claro, os jogadores, staff têm sido fundamentais também pelo trabalho que desenvolvem e pela ambição que têm.

ZZ: E o que lhe foi dito pela SAD na altura em que o mister Kenedy saiu?

JH: Foi uma situação inesperada. As coisas foram colocadas de uma forma muito prática. Primeiro pelo Daniel Kenedy, que saiu por motivos pessoais e pediu para o restante staff ficar, pois estávamos a desenvolver um bom trabalho. Em segundo, o presidente da SAD pediu para que eu assumisse a equipa nos dois jogos seguintes – FC Porto B (1x0) e Braga B (2x2) – e eu acabei por aceder a esse pedido. Logo no final do jogo com o FC Porto foi-me dito pelo presidente da SAD que iríamos ficar como estávamos. Não só o resultado tinha ajudado à decisão, mas todo o trabalho desenvolvido no início da época. As pessoas achavam que eu era a pessoa certa para o lugar certo.

ZZ: Era algo que procurava há muito tempo?

JH: Sim. Tinha toda a confiança no trabalho que poderia desenvolver e agarrei a oportunidade com unhas e dentes. Juntamente com as pessoas que estão a trabalhar no futebol profissional fizemos um excelente grupo de trabalho e os resultados estão à vista. O grupo é bastante ambicioso, jovem e tem muita competência. E depois sabia o que poderia fazer para que este grupo atingisse os resultados que atingimos. Apesar de ainda estarmos nesta fase a terminar o primeiro terço do campeonato, sabemos o que temos pela frente e que temos muito trabalho para desenvolver. Mas obviamente que os resultados mostram o sucesso que tem sido até ao momento.

ZZ: É de facto surpreendente para quem está de fora. Mas para quem conviveu desde o início com a estrutura e jogadores, sabia que isto seria possível nesta altura?

JH: Nós tínhamos consciência de que podíamos fazer um campeonato bem diferente daquele que tinha sido efetuado a época anterior pelo Leixões. Havia mais estabilidade, mais condições, melhores jogadores e uma equipa técnica reformulada. E estamos no bom caminho, pois estamos a realizar um campeonato de acordo com aquilo que é o objetivo principal que é a manutenção. Achamos que estamos a meio da tarefa em nível de pontos, mas 50% ainda estão para conquistar. Não estamos a descansar à sombra de nada neste momento, muito pelo contrário. Estamos em três competições ainda e vamos dignificar o nome do Leixões, que é um clube histórico e que merece que trabalhemos sempre até à última gota de suor, em todas as frentes.

Adeptos do Leixões prestaram forte apoio à equipa no Dragão ©Catarina Morais / Kapta +

«Os nossos adeptos mostraram no Dragão que o Leixões está bem vivo»

ZZ: E não teme que esta boa senda de resultados, onde se inclui o empate no estádio do Dragão, crie de alguma forma uma pressão extra numa equipa que começa a ficar habituada a vencer?

JH: Estamos todos com os pés bem assentes no chão. Sabemos que o caminho é longo. Havia algum desconhecimento do que era o Leixões nesta época e após esse jogo mais mediático conseguimos mostrar que tudo isto não foi obra do acaso. Fomos mantendo esses resultados e é isso que vamos querer continuar a fazer. Estamos conscientes de que é muito difícil e que estamos num campeonato de extrema exigência, mas agora vamos tentar prolongar ao máximo este momento. Queremos alcançar essa tranquilidade o mais rápido possível para que possamos surpreender ainda mais quem está a acompanhar este campeonato.

ZZ: Este último jogo é a prova de que o fator casa também é muito importante para a equipa do Leixões. Uma equipa que chega ao intervalo a perder 0x2 e consegue dar a volta ao resultado desta maneira é sinal de que conta com uma grande força em casa?

JH: Desde o início da época que fomos passando a mensagem a toda a gente de que tínhamos de ser implacáveis nos jogos em casa e tentar fazer com que esse fator casa fosse determinante para a conquista de pontos para o objetivo do clube. E de jogo a jogo temos conseguido isso com o apoio incondicional dos nossos adeptos extraordinários. Sabemos que no nosso campo somos muito fortes e vamos querer continuar com o mesmo registo. A SAD também tem como projeto cativar mais sócios e simpatizantes para o estádio.  

ZZ: Os resultados das últimas épocas talvez tenham afastado um pouco os adeptos. Esta temporada o objetivo é recuperar aquilo que é a força dos adeptos do Leixões?

JH: O exemplo mais mediático foi no estádio do Dragão, onde os nossos adeptos estiveram em massa e mostraram a força do Leixões e mostraram que o Leixões está bem vivo. O objetivo é transportar isso também para os jogos em casa. Já temos uma boa massa associativa e de simpatizantes a assistir aos nossos jogos, mas queremos mais. O nosso estádio tem sempre uma excelente media, mas gostaríamos de ver um estádio sempre repleto.

André Ferreira e Stephen Eustáquio estão ao serviço dos Sub-21 ©Leixões SAD

«Acreditamos no valor de todos»

ZZ: Além do bom trabalho em termos coletivos, destaque também para alguns jogadores de forma individual, que chegaram às respetivas seleções, em concreto o André Ferreira e o Stephen Eustáquio, dois jovens que estão nos sub-21. É motivo de orgulho potenciar estes jogadores para as seleções?

JH: Sem dúvida. Um dos objetivos do clube e da SAD era potenciar os jovens jogadores, por isso é um orgulho enorme. Em termos desportivos é muito importante vermos jogadores a representarem seleções nacionais e neste caso foi um reconhecimento do trabalho efetuado por nós equipa técnica, SAD e os jogadores. Existem ainda outros valores que mais cedo ou mais tarde também vão aparecer para que as pessoas fiquem a conhecer realmente aquela velha máxima do Leixões: Os Bebés do Mar está a voltar. Estamos a conseguir novamente formar jogadores com talento e potencial para aparecerem na equipa principal e nas seleções nacionais.

ZZ: O Leixões conta com um plantel muito jovem, mas também com alguns jogadores mais experientes. É fundamental equilibrar a balança?

JH: Os jogadores mais velhos são de extrema importância para poderem auxiliar esta evolução dos jogadores mais jovens. Só assim podem crescer sustentadamente. Nós normalmente apresentamos em cada jogo uma média de idades de 23/24 anos, algo que é muito bom, mas não podemos da importância de jogadores como o Bruno China, por exemplo, que transmite toda a sua experiência aos mais novos. Temos ali muita gente com qualidade e que podem ganhar esta época ainda mais mediatismo. Mas, reforço, não entramos em euforias desmedidas nem queremos passar de bestiais a bestas. Queremos sim continuar o nosso caminho de forma equilibrada.

ZZ: Estamos perante uma equipa muito jovem e que tem sido competente em todas as frentes [Ledman LigaPro, Taça de Portugal e Taça da Liga]. Como se consegue gerir uma equipa como a do Leixões em três competições distintas?

JH: O plantel é equilibrado. Chegámos a fazer um jogo de campeonato antes de um jogo com o Paços e mudámos sete jogadores e ganhámos ao Paços na primeira jornada da Taça da Liga. Fizemos o mesmo sistema com o Tondela e eliminámos o Tondela para a Taça de Portugal. Nós acreditamos que o trabalho está a ser feito com todos os jogadores e não só com alguns. Acreditamos no valor de todos. E esta rotatividade permite estarmos a um bom nível. Tivemos ali uma série complicado, com poucos dias de intervalo, mas conseguimos controlar essa fadiga que é maior em termos mentais do que físicos.

ZZ: Essa rotatividade também é importante para que todos se sintam valorizados?

JH: Sim, todos eles são importantes neste trajeto. Não foi só de palavra dizer que eles são importantes, mas sim por os colocar a jogar nestes jogos importantes contra equipas da Primeira Liga.

João Henriques vive primeira experiência nos campeonatos profissionais, em Portugal ©Catarina Morais / Kapta +

«Esperei 20 anos para chegar a um campeonato profissional em Portugal»

ZZ: A continuar assim é possível que se crie uma ambição maior do que a simples permanência. Não?

JH: O principal objetivo é a permanência e quanto mais depressa chegarmos a essa meta, a partir daí reformularemos os objetivos e se estivermos numa posição de procurar mais qualquer coisa vamos procurar. E isso quer dizer que se conseguirmos ficar em oitavo, não vamos querer ficar em nono e assim sucessivamente. E se estivermos perto dos lugares de subida, na altura reformularemos as coisas para atacar o melhor lugar possível. Mas sem entrarmos em loucuras. Temos consciência que este campeonato e muito competitivo e que tem equipas com muito mais responsabilidade do que nós pelos investimentos efetuados. Nós temos consciência disso. Não contamos com as mesmas armas, mas a nível de trabalho e de ambição ninguém nos bate de certeza. Vamos tentando equilibrar os pratos da balança com trabalho, competência e com a ambição que o grupo tem.

ZZ: E que mensagem aos adeptos pode transmitir aos adeptos? É altura então de manter os pés bem assentes na terra?

JH: É mesmo assim que queremos continuar. Semana a semana percorrendo o nosso trajeto com calma, tentando conquistar os três pontos, mas sempre conscientes de qual é o nosso valor, qual é o nosso campeonato e quais são as nossas metas. Nunca vamos dar um passo mais longo do que a perna nem nunca estar a saltar etapas.

ZZ: Para terminar, perguntava-lhe onde se imagina daqui a cinco anos?

JH: Esperei 20 anos para chegar a um campeonato profissional em Portugal, por isso não tenho pressa em chegar aos outros patamares que ambiciono. Mas obviamente que ambiciono chegar à primeira liga e chegar a patamares que me permitiam, como costumo dizer, ouvir o hino da Champions. É algo que qualquer treinador ambiciona. É o patamar mais elevado. 

Sondagem
RESULTADO SONDAGEM
LEIXÕES
EMPATE
V. GUIMARÃES
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Ledman LigaPro: Leixoes x Vitoria B
Ledman LigaPro: Leixoes x Vitoria B
Comentários (1)
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motivo:
Leixões
2017-11-14 20h11m por Redfoo_16
Daqueles clubes que são bem vindos à 1ª. Vamos Leixões.
jogos em destaque
U Domingo, 12 Novembro 2017 - 15:00
Estádio do Mar
Rui Oliveira
3-2
Kukula 59'
Bruno Lamas 75' 90'
Kiko Rodrigues 35'
Haashim Domingo 44'
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