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PT - Campeonato de Portugal
entrevista
Entrevista com Rui Amorim

O amigo de Vítor Oliveira que ganha mestria na fase de subida do CPP

2016/05/20 14:59
Texto por Luís Rocha Rodrigues
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© Francisco Afonso

Ainda não foi desta que o Benfica de Castelo Branco deu o passo que tanto deseja: chegar aos campeonatos profissionais. Ainda assim, a consolidação está cada vez mais vincada, com a terceira fase de subida consecutiva (um segundo, um quarto e, agora, um terceiro lugar), numa temporada que revelou nos albicastrenses mais um treinador com interessantes apontamentos e uma nota particular: é o único a conseguir, nestes três anos, duas presenças na fase de subida do CPP por equipas diferentes.

Falamos de Rui Amorim, de 39 anos, que não começou a temporada, mas que operou um pequeno milagre na recuperação feita na Série F e que andou perto do topo na Zona Sul da fase de subida (depois de já o ter feito na época passada no Mirandela). O próprio explicou-nos que «Entrar a meio para um clube que luta para subir é totalmente diferente de entrar para um que se quer manter», lembrando que, «para se conseguir uma base sólida para esse objetivo, a preparação da época e a pré-temporada são fundamentais».

De qualquer modo, o balanço foi «positivo» e os números estão à vista: foi a melhor defesa da sua fase, a campeã da segunda volta e a que melhor diferença de golos apresentou.
A conversa até poderia andar por aí, mas dispersou. Muito mais do que balanços, fizeram-se reflexões e análises, quer ao que é ser treinador no CPP, quer nas ambições, quer nos muitos talentos que estão prontos para dar o salto. Apontou-nos uma boa dose deles e falou sobre si, os seus sonhos, mas sobretudo a sua realidade.

©Global Imagens / Filipe Pinto

Um campeonato repleto de potencial

Este Campeonato de Portugal Prio foi uma prova que ganhou, em relação aos anteriores, outro tipo de dimensão, quer pelo mediatismo, quer pelos nomes feitos que apareceram?
Falamos de jogadores e eu vou estender também a treinadores, não tanto em nomes (nesse caso, houve o Casquilha, que foi o nome mais sonante, digamos assim), mas noutros parâmetros. Estamos a falar de novos treinadores, que trouxeram novas ideias e que tornaram este campeonato muito mais competitivo. Eu senti isso: equipas muito mais organizadas, com ideias mais atuais, que deu outra dimensão à tarefa de cada um. Relativamente aos jogadores, é uma realidade e folgo ver jogadores com outro passado no futebol serem seduzidos para esta divisão. Além disso, há o trabalho que a FPF tem feito e que tem tornado esta prova muito mais visível. Foi uma temporada totalmente positiva para a prova.

E depois há o outro lado, que tem a ver com os jogadores capacitados para dar o salto para outro patamar. Isso, como na época passada, vai voltar a acontecer?
Como seguidor do futebol e um interveniente atento, espero que isso aconteça. Já há alguns anos que defendo que há qualidade neste escalão, há qualidade a nível de jogadores, de treinadores. Agora, tudo passa pela visão dos clubes e dos dirigentes em poderem dar uma oportunidade para que esse salto aconteça.

Sem querermos que seja injusto, deixamos o desafio para que possa indicar casos de jogadores que tenha visto aptos para esse salto.
[risos] Tem que me dar um bocadinho de tempo... Não posso nem devo ser injusto, mas começo pela minha equipa, onde há o Pedro Eira, um sub-21 com imenso potencial e que em breve estará noutros palcos, o próprio João Lucas, o Fábio Fortes, que fez uma época tremenda, o Castanheira, o André Azevedo, que a meio da época foi para Leiria. Mas outros, como o Bruno Jordão, um miúdo de quem já sou admirador pelas análises que fiz, o Nailson e o Bernardo [Benny Silvano], dois centrais de enorme qualidade; no Casa Pia há o Sabry, já com alguma experiência, mas que dá muita qualidade, os médios ao centro (João Coito e Pedro Ganhão); no Cova da Piedade há o Alex Dias, o André Ceitil. Enfim, qualidade não falta, só estão à espera dessa visão e coragem para lhes dar essa possibilidade.

©Francisco Afonso

Saudades de casa são um «investimento»

No caso do Rui, de que forma sente que a evolução que tem tido possa trazer outros voos em breve?
Seria hipócrita se dissesse que não os ambicionava. Trabalho para isso, a minha profissão é o futebol, há dois anos que estou longe da família porque acredito que chegará a minha hora. Mas não tenho pressa. Tenho um balanço extremamente positivo e os números ajudam-me a ganhar bagagem para os projetos que surgiram.

Tem tido algumas abordagens?
O meu agente, que é o Nuno [Correia] tem-me colocado a par de algumas situações. Tenho estado a desfrutar um pouco da família, agora que o campeonato terminou, pois estou tranquilo em relação a isso. Ele sabe o que eu quero e também o que não quero.

Ainda neste ponto de vista, como é que um treinador jovem, que vive no CPP, poderá encontrar a sua oportunidade num mercado cada vez mais intenso e lotado?
A seriedade, o profissionalismo e as ideias absorvidas são pontos que distinguem uns e outros. Como eu, poderão existir outros, obviamente. Poderei comungar de muitas ideias, mas a diferença está na forma como cada um as trata na prática.

Taticamente, é fiel a uma estratégia ou vai-se adaptando?
Essa é uma questão curiosa e posso falar desta época, pois, desde que chegamos até final da primeira volta da segunda fase usamos um sistema. Aí, eu e a minha equipa técnica fizemos uma reflexão e entendemos alterar. Mais em termos de pontos do que da qualidade dos jogos, pois jogávamos bem, mas nem sempre materializávamos isso. Com os mesmos jogadores, alteramos o sistema tático e os resultados foram claros, pois continuamos a sofrer muito poucos golos, mas passamos a marcar muitos mais e fomos a equipa com mais pontos da segunda volta. Ou seja, acho que um treinador não deve ser totalmente rígido nesse aspeto, mas sim inteligente para perceber o que tem em mãos e daí retirar o melhor possível.

©Catarina Morais

O futebol tático e o futebol falado

Numa análise mais abrangente do futebol português, o 4x3x3 parece ter sido a tática da moda recente, mas o cenário parece estar a mudar, com o Benfica, o Sporting ou a seleção a irem mais para o 4x4x2. Sente que o paradigma está a mudar?
É verdade que as equipas mais mediáticas estão a ir por aí, um pouco pelo dedo de Jorge Jesus, que é o treinador do momento, apesar do excelente trabalho do Rui Vitória. Isso marca sempre o futebol, pois é normal que as equipas que ganham sejam mais estudadas. Contudo, estou curioso para ver este Euro e o que daí também pode sair de diferente. E claro, uma coisa é a tática, outra é a dinâmica, e isso é que importa debater. E não é muito debatido. Há muitos programas, mas pouco debate em Portugal do que realmente importa.

Com mais gente do futebol...
Exatamente. Além disso, há muitos que gostam de esconder o que fazem e eu considero que, no futebol, não há nada a esconder, porque as coisas estão inventadas no futebol, as ideias é que variam. Não há que ter medo de debater futebol.

Que referências tem como treinador?
Gosto de observar o futebol de uma forma global e selecionar aquilo em que me identifico. E é fácil dizer-se que se aprecia o Vítor Oliveira, porque está na moda. Penso que ele não levará a mal eu contar isto, mas falo com ele regularmente e gosto de debater o futebol no que diz respeito à gestão. Nisso, é um prazer falar com ele, gosto da sua forma de pensar, nem damos conta do tempo passar. Depois, claro que há outras referências mais mediáticas, como o Mourinho, o Simeone. E outras que, mesmo reconhecendo mérito, não me identifico, como o Klopp.

Depois de uma época como esta, até que ponto o jogo das palavras acaba por ter interferência direta nos resultados?
É uma boa questão e, por acaso, o Vítor Oliveira, há uns dias, dizia o que eu também penso. Podemos estar a falar, a nível interno, do melhor treinador, que é o Jorge Jesus, mas penso que, neste caso concreto, deu mais força ao rival com tudo aquilo que disse no jogo de palavras, reforçando claramente o balneário do adversário, com um Rui Vitória com uma postura completamente diferente e que conseguiu tirar isso como proveito para a sua equipa.
Digamos que as palavras de Jorge Jesus foram o reforço de inverno do Benfica, é isso?
Exatamente. Acho que isto deve servir de exemplo para todos, para que nos foquemos cada vez mais no nosso trabalho e não no dos outros.

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