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Descrição
O Cadaval é uma vila portuguesa no Distrito de Lisboa, região Centro e subregião do Oeste, com cerca de 2 400 habitantes. É sede de um município com 174,17 km² de área e 13 943 habitantes (2001), subdividido em 10 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Caldas da Rainha, a leste por Rio Maior e pela Azambuja, a sul por Alenquer, a sudoeste por Torres Vedras, a oeste pela Lourinhã e a noroeste pelo Bombarral.

Fonte: Wikipédia

http://www.cm-cadaval.pt

Mais...
Nota Histórica O Concelho do Cadaval é uma região onde os vestígios da presença humana remontam à pré-história. Na Serra de Montejunto, em Bragança, foram localizadas grutas que terão servido de habitação durante o período neolítico. A vila de Cadaval propriamente dita, que foi habitada pelos árabes durante a sua permanência na Península, recebeu foral em 1371, concedido pelo rei D. Fernando, beneficiando ainda da reforma administrativa empreendida por D. Manuel que, em 1513, lhe outorgou novos privilégios. D. João IV, ao, consumar a independência de Portugal relativamente à Espanha, fê-la cabeça de ducado, dando assim nascimento a uma das mais sólidas casas nobres do país. Mesmo assim, em 1895, a vila perde as prerrogativas de sede do concelho, que readquire no entanto três anos depois, a 13 de Janeiro, data que por este facto se transformará no Feriado Municipal. Da Romanização à Reconquista Com a conquista do território pelos romanos toda a região da Estremadura Central foi colonizada e surgiram cidades e diversas vilas rurais onde os romanos se estabeleceram. Perto de Óbidos edificaram a cidade de Eburobrittium e na sua área administrativa estava incluída a região do Cadaval. Uma ara romana epigrafada encontrada em S. Tomé de Lamas e datada do século II refere este município de Eburobrittium. Outros vestígios romanos do Cadaval foram encontrados na Quinta do Cidral, perto de Alguber, no Juncal, perto de Pragança, em Borjigas, perto da vila do Cadaval e na Quinta de S. Lourenço, no Peral. Após o fim do Império romano e durante as ocupações bárbara e muçulmana a região continuou a ser povoada por gentes de origens diversas, nas quais se incluem os moçárabes. Com o advento da nacionalidade, a reconquista feita pelos exércitos cristãos expulsou progressivamente os muçulmanos. Após a conquista de Lisboa, em 1147, toda a Estremadura passou a estar sob domínio dos cristãos e rei português. Da Reconquista à Formação do Concelho Após a reconquista deu-se o início ao repovoamento cristão. O rei tomou posse dos castelos existentes e mandou construir outros. Óbidos, Torres Vedras e Alenquer desenvolveram-se com novos habitantes, foram dadas terras aos emigrantes e aos cruzados francos que ajudaram na reconquista. Foi o caso de Vila Verde dos Francos, doada por D. Afonso Henriques ao franco Dom Alardo em 1160. Começou com o primeiro rei a reorganização administrativa da região que foi continuada por D. Sancho I. O senhorio de Vila Verde dos Francos foi tornado concelho ainda no século XII e em finais deste século ou inícios do XIII foi constituído o concelho de Óbidos que incluía no seu termo a região do Cadaval. No século XIV dá-se novo arranjo na organização administrativa com a criação do concelho do Cadaval cuja área foi tirada ao termo de Óbidos. Porém, ainda antes do Cadaval o Peral foi também concelho. Em 1371 o rei D. Fernando elevou o Peral a vila e incluiu neste concelho o Cercal. Foi de seguida este novo concelho doado a D. João Afonso Telo, conde de Barcelos. Mas poucos meses depois, a 1 de Dezembro de 1371, decidiu este rei elevar o Cadaval a vila integrando neste concelho as freguesias de Peral, Cercal, Vilar e Figueiros e foi novamente este concelho doado a D. Afonso Telo. A Administração Concelhia Com a criação do concelho do Cadaval, retirado ao termo de Óbidos, o rei dava-lhe também autonomia administrativa e fiscal mas, ao ser doado a um senhor nobre, o rei alienava a jurisdição, os tributos e parte dos direitos reais em favor desse senhor. Após a Crise de 1383-85 o concelho do Cadaval perdeu a sua autonomia a favor de Óbidos. Só se tem notícia de que os antigos privilégios já tinham sido recuperados em 1394 com a confirmação de D. João I aos besteiros do conto do Cadaval. Ao longo de vários séculos o concelho do Cadaval esteve na posse de sucessivos senhores donatários até ao advento do Liberalismo. Em 1832 o decreto de Mouzinho da Silveira extinguiu os forais e os direitos senhoriais. Durante todo este tempo, até 1832, a autonomia administrativa do concelho esteve limitada pela autoridade senhorial. Mesmo assim, na época medieval havia um corpo administrativo de juizes, eleitos anualmente, e mais alguns oficiais da Câmara. Com a criação da Casa de Cadaval, no século XVII, foi dada à autoridade senhorial o poder de nomear ou confirmar as vereações municipais. A Casa de Cadaval podia nomear os ouvidores, escrivães, inquiridores, contadores e outros cargos nas terras sob sua jurisdição. Apesar disso, no século XVIII há referências ao senado da vila que reunia representantes da nobreza e do povo. O Foral do Cadaval O corpo legislativo do concelho do Cadaval começou por ficar estabelecido nas cartas de elevação a vila e de doação a D. João Afonso Telo dadas pelo rei D. Fernando em 1371. O rei D. Manuel I realizou a reforma dos forais e concedeu foral ao concelho do Cadaval em 1513. Este foral atribui a jurisdição civil e de crimes, estipula as penas aplicadas e define os tributos fiscais e fundiários que eram devidos pelos habitantes à autoridade senhorial. São também definidas as isenções. Como tributo fundiário conta-se a jugada, que era paga em alqueires de trigo e milho. Os tributos fiscais incluíam a portagem sobre mercadorias e o direito de passagem e eram pagos em dinheiro. Os vizinhos da vila e do termo e ainda os religiosos das ordens eclesiásticas estavam isentos de portagem. Os delitos criminais eram tributados com pagamentos em dinheiro que era entregue ao alcaide da vila. O mordomo e o escrivão ocupavam-se da execução das sentenças. O foral estabelecia também penas para os abusos cometidos na aplicação dos tributos. Esta foi uma legislação que perdurou durante mais de trezentos anos pois só no século XIX as cartas de foral seriam abolidas. A Administração Senhorial O primeiro senhor donatário do Cadaval e do seu termo foi D. João Afonso Telo, em 1371, que tinha jurisdição e direito a receber as rendas. Depois, D. João I fez doação a D. Pedro de Castro em 1388 e confirmou esta concessão em 1398. O rei D. Duarte, em 1433, doou o Cadaval a D. Fernando, duque de Bragança, que passou para o filho, D. João, em 1465 e depois para o irmão, D. Álvaro. O rei D. João II confiscou-lhe as propriedades mas D. Manuel, em 1496, confirmou a doação. Seguiram-se na posse do Cadaval, durante cerca de 150 anos, vários membros da família Melo. Em 1648, D. João IV atribuiu o título de Duque do Cadaval a D. Nuno Alvares Pereira de Melo, dando início à Casa de Cadaval que manteve os direitos senhoriais sobre este concelho até à abolição destes em 1832. A administração senhorial era sobretudo absentista e rentista. Não residia nesta terra e colhia as rendas das populações. Tinha, no entanto, amplos poderes de jurisdição podendo nomear tabeliões, almoxarifes e escrivãos. Estes poderes aumentaram com a criação da Casa de Cadaval podendo os sucessivos Duques nomear ou confirmar as vereações municipais e outros oficiais do concelho. A Organização Eclesiástica No concelho medieval de Óbidos havia quatro igrejas que dividiam entre si a vila e o seu termo. Estas igrejas tinham jurisdição sobre capelas, ermidas, casais, quintãs e aldeias que lhes pagavam a dízima. Era também habitual os particulares doarem bens às igrejas. Com a criação do concelho do Cadaval, em finais do século XIV, algumas pequenas ermidas aqui existentes foram elevadas à categoria de igrejas e sede de freguesias mas a dependência em relação às igrejas de Óbidos manteve-se durante toda a Idade Média. São Lourenço do Peral e Santa Maria de Figueiros sujeitavam-se à igreja de Santiago de Óbidos. São Vicente do Cercal sujeitava-se a São João do Mocharro de Óbidos. As aldeias e casais ligados a São Tomé de Lamas sujeitavam-se a Santiago e, mais tarde, a Santa Maria de Óbidos. A própria igreja de Santa Maria do Cadaval sujeitava-se a São Pedro de Óbidos. As instituições religiosas eram também proprietárias. O Mosteiro de Alcobaça tinha granjas no Cercal e em Montejunto e uma quinta em Martim Joanes. As igrejas de São Pedro de Óbidos e São João do Mocharro tinham alguns bens no Cadaval e no cercal. Também o Mosteiro de Almoster tinha terras em Alguber e Vila Nova. O Território Medieval Entre os Séculos XVI e XIX Desde a criação do concelho do Cadaval até ao numeramento de 1527 verifica-se que o concelho deve ter tido um desenvolvimento populacional significativo pois foram surgindo mais algumas aldeias. No entanto a população total não devia ultrapassar os 2400 moradores e a vila de Cadaval, em 1527, não devia ter mais de 285 habitantes. No século XVI havia já no concelho 21 aldeias, 17 casais e duas quintãs, sendo algumas aldeias, sobretudo as mais antigas, quase tão grandes como a própria vila. Tratava-se de uma região muito ruralizada, onde a vinha, os cereais e a criação de gado representavam a principal actividade económica, e mesmo a vila não seria mais do que uma grande aldeia rural. No entanto, teria tido alguma importância social a julgar pelos casos de Afonso Esteves do Cadaval, que foi Alcaide de Atouguia no século XIV, do clérigo Pero Esteves do Cadaval, que no início do século XV possuía aqui bens e casas, e de alguns tabeliães que aqui exerciam a sua actividade. No concelho do Cadaval não havia apenas agricultores. Os documentos medievais referem um sapateiro na Vermelha, uma tecedeira com dois teares na Sobrena e ferreiros e alfaiates no Cercal. As Mudanças do Século XIX Neste século deram-se algumas alterações administrativas no concelho do Cadaval. A reforma de 1836 retirou-lhe as freguesias de Alguber, Cercal e Figueiros mas acrescentou-lhe as de Bombarral e Carvalhal. Em 1855 foi esta situação de novo invertida. Em 26 de Setembro de 1895, por decreto do governo, liderado pelo Partido Regenerador, foi extinto o concelho de Cadaval e as suas freguesias foram anexadas aos concelhos limítrofes. Oportunamente, no mês anterior, em 27 de Agosto, um incêndio tinha destruído as instalações da Câmara Municipal do Cadaval. Porém, o povo manifestou-se contra a extinção do concelho e foi formada uma comissão, constituída pelos mais importantes homens da vila, para a sua restauração. Esta comissão e o povo do Cadaval estavam contra o partido do governo que tinha extinto o concelho. Em 1897 sobe ao poder o Partido Progressista. Provavelmente na sequência desta mudança política foi o concelho restaurado em 13 de Janeiro de 1898. Formou-se então uma Comissão Municipal Administrativa constituída por alguns dos homens que tinham lutado pela sua restauração. Outras pequenas alterações deram-se mais tarde, em 1915, com a criação da freguesia do Painho, e nos anos 30 com a integração na freguesia do Vilar das aldeias de Avenal e Rechaldeira pertencentes à freguesia alenquerense de Vila Verde dos Francos. O Cadaval Hoje Durante séculos o Cadaval foi um concelho rural vivendo, sobretudo, da agricultura e da pecuária. Até ao século XIX a autoridade senhorial, que se limitava a colher as rendas, mandava mais que a autoridade concelhia. O concelho também nunca tirou proveito da revolução industrial e até finais do século XX conservou sempre as suas características rurais. Só depois do 25 de Abril de 1974, com o advento do Poder Autárquico, as populações puderam participar nos destinos do concelho. Hoje, no Cadaval, ainda persiste o peso da economia agrícola mas assiste-se já a um desenvolvimento industrial significativo. Também a característica de aldeia rural que a vila do Cadaval teve durante séculos está hoje a mudar com um desenvolvimento urbano acentuado. No entanto, sendo desejável o progresso e o desenvolvimento económico e social, não se pode deixar de preservar o passado, a memória daquilo que o concelho foi durante séculos e que acaba por constituir a identidade cultural do próprio concelho e das suas populações.
Fonte: Wikipédia
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Cadaval (POR)

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