Com Fichas Completas
Coimbra
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![]() | Cidade de ruas estreitas, pátios, escadinhas e arcos medievais, Coimbra foi berço de nascimento de seis reis portugueses e da primeira universidade do país e uma das mais antigas da Europa. Entreposto Comercial Os romanos chamaram à cidade, que se erguia pela colina sobre Mondego, Aimenium. Mais tarde, com o aumento da sua importância passou a ser designada por Conímbriga. Em 711 os mouros chegaram à Península ibérica, e Coimbra não foi esquecida. Torna-se, então, um importante entreposto comercial entre o norte cristão e o sul árabe, com uma forte comunidade moçárabe. Em 1064 a cidade é definitivamente reconquistada por Fernando Magno de Leão. Cidade Capital Coimbra renasce e torna-se a cidade mais importante abaixo do rio Douro, capital de um vasto condado governando pelo moçárabe Sesnado. Com o Condado Portucalense, o conde D. Henrique e a rainha D. Teresa fazem dela a sua residência. Acredita-se que viria a ser a ser na segurança das suas muralhas que iria nascer o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. D. Afonso Henriques faz dela a capital do condado, substituindo Guimarães. Qualidade que Coimbra conserva até 1260, quando a capital passa a ser Lisboa. Estrutura Urbana No século XII, Coimbra apresentava já uma estrutura urbana, dividida entre a cidade alta, designada por Alta ou Almedina, onde viviam os aristocratas, os clérigos e, mais tarde, os estudantes, e a Baixa, do comércio, do artesanto e dos bairros ribeirinhos. Crescimento da Universidade Desde meados do século XVI que a história da cidade passa a girar em torno à história da Universidade, sendo apenas já no século XIX que a cidade se começa a expandir para além do seu casco muralhado, que chega mesmo a desaparecer com a reformas levadas a cabo pelo Marquês de Pombal. Queda e Recuperação A primeira metade do século XIX traz tempos difíceis para Coimbra, com a ocupação da cidade pelas tropas de Junot Massena, durante a invasão francesa, e, posteriormente, a extinção das ordens religiosas. No entanto, na segunda metade de oitocentos, a cidade viria a recuperar o esplendor perdido – em 1856 surge o primeiro telégrafo eléctrico na cidade e a iluminação a gás, em 1864 é inaugurado o caminho- de-ferro e 11 anos depois nasce a ponte férrea sobre as águas do Mondego. |
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