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Leixões 2-0 FC Porto

PortugalTaça de Portugal 1960/1961 | Final

1961-07-09
2:0
45': 0-0
Taça de Portugal 1960/1961
TotalCasa
9V 2E 0D (27-10)
VVVVV (V8)
5V 0E 0D (15-5)
()
TotalFora
8V 1E 2D (42-14)
VVDVD (D1)
3V 1E 1D (20-9)
()
FICHA DE JOGO
-Portugal Rosas
-Portugal Ventura
-Portugal Santana
-Portugal Joaquim Pacheco
-Portugal Jacinto Santos
-Portugal Raúl Machado
-Brasil Osvaldo Silva
-Portugal Oliveirinha
70'
-Portugal António Medeiros
-Portugal Gomes
-Portugal Silva
68'
-Portugal Acúrsio
-Portugal Barbosa
-Portugal Virgílio
-Portugal Miguel Arcanjo
-Brasil Ivan
-Portugal Monteiro da Costa
-Portugal Carlos Duarte
-Portugal Noé
-Portugal Perdigão
-Portugal Serafim
-Portugal Hernâni
TArgentinaFilpo Nunez
TArgentinaReboredo
FC Porto x Leixões: «Bebés» gelam as Antas
Autor: João Pedro Silveira  copyright © zerozero.pt
A polémica do local da final

A final estava marcada para Lisboa e para o Estádio Nacional, palco habitual das finais da Taça, mas o FC Porto argumentou que se tratando de dois clubes do Norte, faria sentido que o jogo não se disputasse em Lisboa.
 
Daí à decisão do jogo ser mudada para a cidade invicta e mais concretamente para o Estádio das Antas foi um pequeno passo.
Não havia memória duma final da Taça de Portugal ser jogada em casa de um dos contendores, e até hoje só o FC Porto teve a possibilidade de jogar em casa a final da Taça, e por três vezes: contra o Leixões em 1961, contra o SC Braga em 1977 e contra o Benfica em 1983.
 
De pouco adiantou a contestação leixonense, que como era norma na época, foi branda e pouco assertiva. A festa ficou marcada para a casa dos azuis-e-brancos e com a presença garantida do Presidente da República Américo Thomaz.
 
O país inteiro acreditava que seria uma festa azul-e-branca e o Leixões seria um simpático conviva. No Porto a expectativa era grande e os bilhetes voaram das bilheteiras. A cidade estava engalanada e em festa, mas do outro lado da circunvalação também havia esperança.
 
O vermelho e branco do Leixões engalanava janelas e portas, e alicerçados na ideia de justiça e numa inabalável esperança nos seus "bebés" os matosinhenses acreditavam que a vitória era possível para os comandados de Filpo Nuñez, além do mais confiavam que Osvaldo Silva dispensado anteriormente pelos dragões teria umas contas a ajustar com o FC Porto.
 
Dizem as crónicas da época que o FC Porto entrou um pouco altaneiro, muito confiante nas suas capacidades e na inevitabilidade da sua vitória. Os leixonenses acusaram o toque dessa "fanfarronice" azul-e-branca e cerraram fileiras no objectivo comum de vencer Virgílio, Hernani, Miguel Arcanjo, Monteiro da Costa e todos os outros, na sua própria casa.
 
Ao futebol pouco característico do FC Porto respondeu o Leixões com muita garra equilibrando a partida e chegando a dominar o jogo durante largos minutos. O jogo chegou ao intervalo com um nulo e com Osvaldo Silva a coxear, ameaçando não voltar ao jogo.
 
A segunda parte de sonho dos bebés de Matosinhos
 
A segunda parte recomeça e a estrela leixonense não reentra em campo, se dúvidas havia, tudo corria a favor do FC Porto.
Em Matosinhos ainda hoje se fala que foram as mãos miraculosas do massagista Auricélio que recuperaram Osvaldo Silva, e o craque voltou ao terreno, e rapidamente o Leixões marca por intermédio de Silva aos 66 minutos.
 
O FC Porto abana, o Estádio das Antas fica mudo, com a evidente excepção da pequena bancada reservada aos matosinhenses. Três minutos depois chega o 0x2 quando Oliveirinha bate um surpreendido Acúrsio e deixa o estádio incrédulo.
Os portões abrem-se e os adeptos portistas começam a abandonar as Antas 15 minutos antes do tempo. Quando Décio de Freitas apitou para o final da partida foi a explosão de contentamento leixonense.
 
As bandeiras vermelhas e brancas desfraldadas vitoriosamente ao vento enquanto Raul Machado recebia a Taça das mãos do Presidente da República.
Depois seguiu-se um cortejo de festa de volta a Matosinhos para agradecer o apoio da terra e do Senhor de Matosinhos, a festa continuou com jogadores e adeptos festejando até altas horas, enquanto no Porto o jornal Norte Desportivo tentava recuperar os exemplares que já tinham saído do prelo com a notícia que o FC Porto tinha vencido a Taça de Portugal batendo o Leixões por 4-1...
 
Para a história fica o onze comandado pelo argentino Filpo Nuñez: Rosas; Santana e Pacheco; Ventura, Raul (capitão) e Jacinto; Medeiros, Osvaldo, Oliveira, Silva e Gomes. Os heróis do Mar, responsáveis pela maior façanha de um dos mais carismáticos clubes portugueses.
 
Comentários (4)
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filipejesus por aac_18872013-07-09 10h20m
subscrevo!
Enfim a mentalidade da maior parte dos portugueses é ser dos 3, muito sinceramente espero que o sporting seja um nottingham forest tal como o benfica e o porto




apsd93 por filipejesus2011-07-09 11h58m
Pena tenho eu de que as pessoas não tenham apenas 1 clube e esse clube ser o da terra. . . se assim fosse os "grandes" seriam menos fortes e os "mais pequenos" mais fortes e sem aslgumas dificuldades que passam. Qualquer dia os clubes pequenos acabam e fazem 1 campeonato com maia duzia de equipas.


Viva o Desp. Chaves e só o Desp. Chaves


* por apsd932011-07-09 02h16m
tinha ganho a supertaça


Leixoes por apsd932011-07-09 02h15m
Força leixoes, sou portista mas apoio tambem o leixoes, o clube da minha terra e acredito que melhores dias virão. tenho pena e que os meus conterraneos tenham a maioria um odio ao porto e pareçam apoiar muito mais o benfica (talvez por causa das cores. . . ), mas prontos. tenho pena que tenha sido contra o porto, mas serviu para mostrar que clubes pequenos tambem podem ter sucesso, tenho pena que nao tenhas conseguido repetir em 2002 contra o sporting (e esse jogo sim muito mais polemico...


  (4 comentários)
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