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Futebol Total
Nelson Diogo Duarte
2017/11/08 15:38
E2
Espaço de análise desportiva, onde se pretende interpretar o lado tático/estratégico do jogo de futebol, acreditando que sair a jogar é diferente de começar a jogar.

Há uns meses, e após ter analisado o Sport Lisboa e Benfica em várias jornadas, escrevi na minha rede social o seguinte:

Na minha opinião, o declínio de qualquer equipa começa quando esta sente que deixa de aprender. Parece-me que nada é mais importante para um jogador que a sua perceção de aprendizagem. Os instrumentos a utilizar devem ser a aprendizagem e a disciplina. A aprendizagem como um instrumento de progressão, enquanto que a disciplina como um instrumento de coesão.

Quando o treinador procura, diariamente, facultar conhecimento ao jogador e este aproveitar dito conhecimento para ser melhor, então o coletivo é capaz de multiplicar o seu potencial. A disciplina é também importante uma vez que aporta regras comuns de comportamento. 

No entanto, é importante perceber que só a disciplina não chega (estaremos apenas a intervir na gestão do grupo), é fundamental aportar conhecimento diário ao jogador. Por isso é que considero que existam equipas que ao fim de 1/2 anos de sucesso, acabam por "morrer". 

Morrem porque, na maioria das vezes, o jogador deixa de sentir que está a progredir ao nível do conhecimento. Começa a sentir que tudo começa a ser igual ao que já era…"

Quando escrevi isto, referia-me (tal como referi em várias análises) que, na minha opinião, o Benfica deveria de mudar a sua organização estrutural. O objetivo seria simples: procurar que os jogadores aprendam algo novo, algo que sintam que é diferente, algo que lhes dê motivação. Quando esse dia chegasse, a motivação para alcançar feitos superiores voltaria a níveis altos e aí a equipa seria capaz de multiplicar o seu potencial e deixar aquela “rotina cansada” de lado.

Pois bem, temos assistido a um Benfica nos últimos jogos (Manchester United e Vitória) em mudança. Um Benfica que parece agora aberto a novas ideias, a novos desafios…disponível para fazer coisas diferentes. Um Benfica que deixou o dogma do 1-4-4-2 e começa a perceber que o que importa para uma equipa, mais do que ter ideias fixas, é ter ideias novas, ano após ano, sucesso após sucesso. Um Benfica que começa a perceber que tendo ganho campeonatos a jogar com comportamentos similares, não quer dizer que não tenha que se reinventar para melhorar (até porque não joga sozinho, há adversários que ano após ano vão percebendo as dinâmicas “padronizadas” e vão arranjando antídotos).

É ver os dois vídeos seguintes para se perceber aquilo que falo: um retrata o novo Benfica a defender frente ao Vitória; e o outro exibe o Benfica que tentou explorar os espaços que o Vitória foi deixando.

De referir que a balança do jogo inclinou para o lado do Benfica quando Rui Vitória troca Samaris por Pizzi, mostrando ao mundo que, claramente, é no meio que está a virtude (no vídeo mostra o porquê).

Benfica | Do 1-4-4-2 ao 1-4-1-4-1 from Nelson Duarte on Vimeo.

Benfica | No meio está a virtude from Nelson Duarte on Vimeo.

O Benfica ainda revela alguma dificuldade para explorar, com bola, os espaços que o seu adversário dá. Na minha opinião, esta deve ser a principal preocupação de qualquer treinador na preparação semanal da sua equipa: que espaços o adversário me dá defensivamente, para eu poder explorar?

Frente ao Vitória, o Benfica poderia ter explorado mais e melhor a dinâmica que exponho na imagem abaixo.

©Nélson Diogo Duarte

Saída a 3 com Luisão-Fejsa-R.Dias, sendo que um dos centrais deve estar mais distante da dupla, de forma a poder explorar o espaço do lado contrário. Neste caso, a saída seria feita pelo lado de Luisão (chamando a equipa do Vitória para o lado direito do ataque do Benfica) e rapidamente procurar Rúben Dias para que este pudesse explorar/atacar o espaço à sua frente com bola. A superioridade numérica seria uma constante.

Para terminar, mérito para Rui Vitória e para toda a sua estrutura técnica, que souberam observar, analisar, interpretar e, acima de tudo, refletir, concluindo que uma equipa campeã há-de ser humilde. Porque uma coisa é dizer que se é humilde quando tudo está bem e quando se ganham
campeonatos. Outra coisa bem diferente é ser-se, de facto, humilde quando as coisas correm menos bem. Rui Vitória soube, finalmente, ser humilde para perceber que os campeões também têm que mudar, para se superarem novamente.



Comentários (2)
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Motivo:
ti
Fragha
2017-11-09 13h07m por tink
Concordo, tal como tu, com a ideia do artigo e com grande parte do que disseste, mas não posso concordar que a equipa não tenha ficado mais fraca. É inegável que Sairam jogadores fundamentais para o processo da equipa, ainda que não tenha tornado os jogadores que ficaram piores, mas a equipa do ano passado era melhor. Acho que o erro de Rui Vitória foi não ter percebido isso desde o início. Tal como o FCP se reinventou com jogadores dispensados, e que são piores que os que compunham o p...ler comentário completo »
Fr
Excelente
2017-11-08 17h18m por Fragha
Finalmente, uma análise tática com cabeça, tronco e membros no ZZ. Finalmente, futebol!
E estou plenamente de acordo com a premissa inicial.
Sou da opinião que a equipa não ficou mais fraca em termos de qualidade, na sua globalidade, embora, quanto a mim, Semedo e Mitroglou tenham características que não foram igualadas, mas o principal é realmente aquele que refere relativamente à estagnação em termos de progressão e motivação dos jogadores no antigo e esgotado (porque ...ler comentário completo »
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