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Na Minha Secreta Área
Luís Rocha Rodrigues
2018/12/04 11:46
E1
O Na Minha Secreta Área é um espaço de opinião do jornalista Luís Rocha Rodrigues. Nas gavetas, há sempre um bloco de notas e uma caneta para se anotar o futebol.

Há uns bons anos que se estabeleceu como regra e princípio invisível que muito dificilmente um treinador estrangeiro consegue singrar no futebol português. Aceito e até tenho subscrito que tal corresponde à verdade. O futebol português é revestido de particularidades próprias e tem um lado peculiar que precisa de tempo para ser entendido e interiorizado.

Alguns conseguiram-no, como Bölöni ou Trappatoni nos tempos mais recentes, outros mostraram resistência a um total ajuste, como aconteceu com Lopetegui, Quique Flores ou Camacho (todos espanhóis, não será coincidência), e muitos nem sequer puderam ter o tempo necessário, como Vercauteren, Del Neri e tantos outros.

Marcel Keizer ainda não teve tempo suficiente para poder ser colocado num determinado segmento, mas já teve arte de sobra para, num ápice, colocar as expectativas leoninas, esvaziadas no tempo de José Peseiro e em suspenso na passagem de Tiago Fernandes, bem altas.

É muito cedo, insisto, mas a entrada não podia ser melhor. Não o escrevi antes, pois Lusitano de Vildemoínhos e Karabakh ainda não eram provas suficientes. Agora, sim. Após uma viagem longa e desgastante, pouco tempo de recuperação e sobretudo de preparação, o Sporting apresentou-se com grande fulgor contra um Rio Ave que tem mostrado bons atributos esta temporada e que se revelava um teste difícil.

De repente, os adeptos têm nos píncaros a confiança para uma época que tão atribulada começou por ser e que vinha a dividir, de certa forma, a plateia leonina. E este é um Sporting que deixa água na boca pelo que está a apresentar, sobretudo na mobilidade e virtuosismo pelo meio. Até pode nem ganhar nada, mas está mais perto de ganhar, como de encantar e de encher estádios.

Comparar o que estavam a render Bruno Fernandes, Gudelj ou os guardados na prateleira Wendel e Diaby chega para se perceber a diferença de uma realidade para a outra. Ainda há uma evolução inevitável e necessária a ter, nomeadamente no capítulo defensivo: com bola, a equipa ainda se adapta ao novo conceito de sair a jogar apoiado, sem bola o posicionamento ainda tem de melhorar bastante, bem como os espaços dados ao adversário. Contudo, os sinais são bastante interessantes, para o Sporting e até para o futebol português.

Estou, portanto, muito curioso para perceber como vai ser o primeiro impacto entre os adeptos e o novo treinador em Alvalade, para observar a diferença e a simbiose que se vai gerar. Quanto ao período de adaptação, é realmente um termo muito subjetivo...

Duas notas finais:

- Frederico Varandas tem todo o mérito, num futebol resultadista e onde a barreira é muito ténue entre a definição dos adjetivos. Se os resultados tivessem sido negativos, provavelmente estaria a ser acusado de precipitação e imaturidade. Correu muito bem, até agora, portanto é justíssimo que se lhe atribua o rótulo de arrojado e sábio. Foi também corajoso ao mudar quando ainda tudo estava em jogo, arriscando a instabilidade, mas conseguindo que, neste primeiro impacto de Keizer, todos os objetivos estejam bastante possíveis;

- Três semanas depois, voltou a Liga e voltou também o habitual folclore comunicacional. Participante ativo nos últimos anos, desta vez o Sporting parece bastante mais distanciado dos conflitos entre Benfica e FC Porto, que voltaram às habituais queixas e movimentações que extrapolam o que se passa dentro de campo. Ainda bem que os leões não o fazem, até porque está na hora de o paradigma mudar e de o jogo em si ser a atração principal.



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